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19/07/2026 10:00· 3 min de leitura· Reforma tributária
Atualizado há 13 horas

Reforma Tributária exige adaptação além do setor fiscal

Reforma Tributária exige adaptação além do setor fiscal
Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A Reforma Tributária deixou de ser um assunto restrito ao departamento fiscal e contábil. Com o avanço do cronograma de implementação, praticamente toda a estrutura das empresas precisa se adaptar às novas regras, e isso já está gerando dúvidas concretas entre gestores. Um levantamento da consultoria NTT DATA, que ouviu líderes e executivos de mais de mil empresas em 20 estados brasileiros, mostra que 41% delas ainda não sabem exatamente como conduzir essa transição.

O momento de maior insegurança é o período em que o sistema tributário atual vai conviver, aos poucos, com o novo modelo baseado na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e no IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), o chamado IVA Dual. Apesar de a reforma ter sido vendida como uma simplificação da tributação sobre o consumo, especialistas apontam que, no curto prazo, o efeito prático será justamente o oposto: mais complexidade operacional, exigindo planejamento e investimento das empresas para se manterem em conformidade.

O que muda na prática

Se você imagina que a reforma vai impactar apenas o cálculo de impostos, é hora de revisar esse pensamento. As mudanças atingem diretamente áreas como tecnologia da informação, compras, comercial, financeiro, logística e controladoria. Isso porque a emissão de documentos fiscais, a formação de preços, os contratos com fornecedores e clientes e até o fluxo de caixa vão precisar ser ajustados para acompanhar as novas regras.

Entre as principais dúvidas identificadas pela pesquisa estão pontos bem práticos: como vai funcionar a convivência entre o sistema atual e o novo, quais mudanças serão necessárias no ERP, como será feita a apuração da CBS e do IBS, como vai funcionar o aproveitamento dos créditos tributários e qual será o impacto no dia a dia financeiro do negócio.

Tecnologia e créditos tributários no centro da atenção

Um dos maiores desafios apontados é a atualização dos sistemas de gestão. Os ERPs precisam estar preparados para calcular corretamente os novos tributos, preencher automaticamente os campos exigidos nos documentos fiscais e acompanhar as constantes atualizações técnicas publicadas pelos órgãos responsáveis. Além disso, será preciso revisar cadastros de produtos e serviços e parametrizações fiscais para evitar inconsistências na emissão das notas.

Empresas que ainda trabalham com processos manuais ou sistemas desatualizados ficam mais expostas a erros operacionais e autuações durante a transição. Vale reforçar: conhecer a legislação não é garantia de segurança. A nova lógica de aproveitamento de créditos tributários passa a depender da regularidade das operações ao longo de toda a cadeia produtiva. Ou seja, uma falha na emissão de um documento fiscal ou na parametrização do sistema pode comprometer créditos, afetar o fluxo de caixa e gerar retrabalho para a equipe fiscal. Setores com operações mais complexas, como transporte, indústria, importação e exportação, tendem a sentir esse impacto de forma ainda mais intensa.

Como se preparar agora

Diante da aproximação das próximas etapas do cronograma, especialistas recomendam que as empresas comecem imediatamente um processo estruturado de preparação. Isso inclui fazer um diagnóstico tributário completo, revisar o cadastro fiscal de produtos e serviços, atualizar os sistemas de gestão e emissão de notas, revisar contratos comerciais e cláusulas tributárias, treinar as equipes fiscal, financeira, comercial e de TI, e simular os impactos da CBS e do IBS sobre preços, margens e caixa.

Também é importante acompanhar de perto as regulamentações complementares publicadas pelo governo, já que vários procedimentos operacionais ainda dependem de normas que serão detalhadas ao longo do processo.

Nesse cenário, o papel do escritório de contabilidade e do departamento fiscal muda de figura: deixam de cuidar apenas do cumprimento de obrigações acessórias e passam a atuar de forma estratégica, apoiando decisões sobre precificação, planejamento tributário, aproveitamento de créditos e adequação de processos internos. As empresas que começarem essa preparação com antecedência terão mais segurança para atravessar a transição e menos riscos operacionais pelo caminho. Na GL Inteligência Contábil, estamos acompanhando de perto cada etapa dessa mudança para ajudar você a organizar sua empresa com tranquilidade, sem surpresas de última hora.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

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