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Reforma de cozinha: tendências que valorizam imóvel e bem-estar

25/10/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 2 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Embora pareça um assunto distante da rotina de gestão, entender tendências em reformas residenciais pode ser útil para empresários que investem em imóveis, administram propriedades para locação ou simplesmente planejam uma reforma na própria casa com foco em valorização patrimonial. Um relatório recente do setor de design e reforma de cozinhas, elaborado a partir de pesquisa com designers, arquitetos e empreiteiros, identificou cinco tendências que ganham força e que têm relação direta com bem-estar e valor de revenda do imóvel.

Por que isso importa para quem investe em imóveis

A cozinha costuma ser um dos ambientes que mais pesam na decisão de compra ou locação de um imóvel, além de ser um dos espaços que mais recebe investimento em reformas. Segundo o levantamento, cada perfil de morador usa esse ambiente de forma diferente: famílias com crianças pequenas têm prioridades distintas de casais sem filhos em casa, e pessoas com limitações físicas precisam de soluções específicas de acessibilidade. Para quem administra imóveis para locação ou revenda, entender essas diferenças ajuda a planejar reformas que atendam a um público mais amplo e aumentem o potencial de valorização.

Uma das tendências apontadas é a integração da cozinha com áreas de serviço e lavanderia, reorganização especialmente comum em imóveis antigos que passam por atualização. Essa mudança pode ser vantajosa tanto para famílias com animais de estimação quanto para quem precisa de soluções de acessibilidade, ampliando o público interessado no imóvel.

O que muda no projeto das cozinhas

Outra tendência é o uso de divisórias e portas de correr para criar ambientes flexíveis, permitindo transformar um canto da cozinha em estação de trabalho, área de hobby ou uma "cozinha de apoio" que mantém fora da vista a bagunça do preparo de alimentos, algo bastante valorizado em plantas abertas, onde cozinha e sala dividem o mesmo espaço.

O relatório também destaca a importância da iluminação em camadas, combinando luz natural com diferentes fontes artificiais para tornar o ambiente mais seguro, funcional e acolhedor. Antes de pensar em ampliar a área construída, a recomendação é maximizar o uso do espaço já existente: a ampliação só compensa quando traz ganho real de funcionalidade. Preferir soluções simples e confiáveis a projetos excessivamente complexos também aparece como orientação central.

Tendências que podem valorizar o imóvel
5tendências de destaqueentre as dez principais do relatório, com maior potencial de impacto no bem-estar dos moradores.
142páginas do relatóriopesquisa feita com designers, arquitetos e empreiteiros que atuaram em projetos de cozinha no último ano.

Integração com sistemas da casa e resiliência

A cozinha concentra praticamente todos os sistemas técnicos de uma residência: ventilação, encanamento, elétrica e, cada vez mais, dispositivos eletrônicos. Por isso, decisões aparentemente pequenas, como o modelo de coifa ou de geladeira, podem afetar a qualidade do ar e o nível de ruído em todo o imóvel. O relatório recomenda priorizar a qualidade da água com sistemas de filtragem, torneiras sem contato e dispositivos de monitoramento capazes de identificar vazamentos, um cuidado que reduz riscos de prejuízo e agrega valor ao imóvel.

Por fim, o planejamento voltado à resiliência climática aparece como tendência relevante, ainda que pouco associada ao design de cozinhas. A recomendação é usar materiais mais resistentes, como armários revestidos de porcelanato, pisos e bancadas à prova d'água, soluções que aliam estética, eficiência energética e hídrica, valorização do imóvel no longo prazo e até possíveis benefícios em seguros residenciais.

Para empresários que avaliam reformar um imóvel próprio, destinado à locação ou à revenda, essas tendências funcionam como um roteiro prático: priorizar funcionalidade antes de ampliar espaço, investir em iluminação e qualidade da água, e optar por materiais resistentes são escolhas que tendem a agregar valor sem exigir grandes obras estruturais.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.