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Redes sociais prejudicam a democracia? O que diz nova pesquisa global

01/10/2026 16:003 min de leituraAtualizado há 46 minutos

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Uma pesquisa divulgada pelo Pew Research Center mostra que cresce, ao redor do mundo, a parcela de pessoas que enxergam as redes sociais como uma ameaça à democracia. O estudo, que ouviu mais de 45 mil pessoas em 37 países, aponta que essa percepção negativa aumentou em 16 dos 26 países que já tinham dados de pesquisas anteriores. Embora o tema pareça distante do dia a dia de uma empresa, ele tem efeitos diretos sobre como negócios usam redes sociais para se comunicar, vender e construir reputação.

Segundo o levantamento, a maioria das pessoas ainda reconhece que as redes sociais ajudam a informar e dar voz política à população. Mas o sentimento de desconfiança vem crescendo, puxado principalmente por países mais ricos, como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Nos Estados Unidos, por exemplo, 64% dos adultos entrevistados afirmaram acreditar que as redes sociais prejudicam a democracia. Já em países como Gana, Quênia e Nigéria, essa percepção é bem menor.

O que está por trás dessa desconfiança

O relatório surge em um momento de pressão crescente sobre as grandes plataformas digitais. Empresas como Meta, Snap e TikTok vêm enfrentando milhares de processos judiciais e pagando valores altos para encerrar disputas relacionadas a supostos danos causados aos usuários, incluindo problemas ligados à saúde mental e à manipulação de informações. Esse cenário ajuda a explicar por que o público está mais atento e crítico ao papel dessas plataformas na sociedade.

Ao mesmo tempo, governos em diferentes países têm buscado formas de ampliar a proteção de dados e da privacidade dos cidadãos. A Austrália é um exemplo citado na pesquisa: o país se tornou o primeiro do mundo a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos e agora discute regras para permitir que os usuários optem por não receber feeds organizados por algoritmos. A medida tem apoio forte da população: 82% dos adultos australianos entrevistados disseram apoiar a restrição de acesso de crianças às redes sociais.

O que a pesquisa revela
45 mil+pessoas ouvidasentrevistadas em 37 países pelo Pew Research Center.
64%dos adultos nos EUAacreditam que redes sociais prejudicam a democracia.
82%apoio na Austráliaadultos que apoiam restringir acesso de crianças às redes sociais.
16 de 26países com pioraaumentaram a percepção negativa sobre as redes sociais.

Por que isso importa para o seu negócio

Para empresários e gestores, esse cenário é um alerta sobre o ambiente regulatório e de confiança em que as redes sociais operam hoje. Negócios que dependem de redes sociais para divulgação, atendimento ou vendas precisam ficar atentos a mudanças nas regras de privacidade e de uso de algoritmos, que podem alterar a forma como anúncios são exibidos e como o público é alcançado. Regras como as discutidas na Austrália, por exemplo, podem reduzir a eficácia de campanhas baseadas em recomendação automática de conteúdo.

Além disso, o aumento da desconfiança do público em relação às plataformas reforça a importância de empresas serem transparentes na forma como usam dados de clientes e como se comunicam nas redes. Negócios que demonstram cuidado com a privacidade e clareza nas informações tendem a construir mais confiança com seus públicos, justamente em um momento em que a desconfiança geral está em alta.

Vale lembrar que esse movimento não é passageiro: processos judiciais contra grandes plataformas e novas regulações em diferentes países indicam uma tendência de maior controle sobre como as redes sociais operam. Empresas que acompanham essas mudanças com antecedência conseguem se adaptar melhor, evitando surpresas em suas estratégias de comunicação e marketing digital.

No fim das contas, a pesquisa do Pew Research serve como um retrato de como a confiança nas redes sociais está mudando globalmente. Para quem usa essas plataformas como ferramenta de negócio, entender esse contexto ajuda a tomar decisões mais seguras sobre onde e como investir em presença digital.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.