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Receita apreende remédios irregulares e produtos contrabandeados em MG

25/08/2026 06:303 min de leituraAtualizado há 9 dias

Fonte: Receita Federal · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Uma operação conjunta entre a Receita Federal e a Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais (PMRv) apreendeu, entre os dias 17 e 22 de agosto, uma grande quantidade de mercadorias irregulares que circulavam pela rodovia MG-050, no Sul de Minas Gerais. A ação, batizada de Operação Áquila, teve como foco combater o contrabando e o descaminho, ou seja, a entrada de produtos estrangeiros no país sem o pagamento de impostos ou sem autorização das autoridades competentes.

Se você tem um negócio que compra ou revende produtos importados, esse tipo de fiscalização é um lembrete importante: mercadorias sem procedência comprovada, mesmo que pareçam baratas e vantajosas, podem gerar prejuízo, apreensão de estoque e até problemas legais para quem as comercializa.

O que foi apreendido

Durante os cinco dias de fiscalização, mais de 700 unidades de medicamentos para emagrecimento foram retiradas de circulação. Esses produtos não têm autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para entrar ou serem vendidos no Brasil. Além deles, a operação recolheu outros medicamentos, cigarros eletrônicos, perfumes, cosméticos, eletrônicos, celulares e notebooks.

A falta de registro na Anvisa não é um detalhe burocrático: sem esse controle, não existe garantia de que os medicamentos e produtos tenham qualidade, segurança e eficácia comprovadas. Isso significa risco real à saúde de quem consome, além do risco comercial para quem revende esse tipo de mercadoria sem saber da origem.

Resultados da Operação Áquila
700+medicamentos apreendidosRemédios para emagrecimento sem autorização da Anvisa.
4pessoas presasEnvolvidas no transporte das mercadorias irregulares.
3veículos apreendidosUsados para o transporte das cargas irregulares.
52agentes envolvidos20 servidores da Receita Federal e 32 policiais rodoviários.

Quem é afetado por esse tipo de fiscalização

As cargas interceptadas tinham como destino não só Minas Gerais, mas também estados das regiões Norte e Nordeste, o que mostra que esse tipo de comércio irregular movimenta uma rede que vai além de uma única região. Empresários que compram produtos de fornecedores sem nota fiscal regular ou sem documentação de importação correta correm o risco de ter seu estoque apreendido, mesmo sem saber da origem irregular da mercadoria.

Para reforçar a fiscalização, a operação contou com apoio aéreo da Receita Federal, com uso de helicóptero para localizar veículos que tentavam fugir das abordagens e para dar suporte logístico até a Polícia Federal em Divinópolis. Ao todo, 20 servidores da Receita Federal e 32 policiais militares rodoviários participaram das fiscalizações nas estradas da região.

Como se proteger nesse cenário

Se o seu negócio trabalha com produtos importados, especialmente eletrônicos, cosméticos, perfumes ou qualquer item que exija registro sanitário, vale reforçar o cuidado na hora de escolher fornecedores. Exigir nota fiscal, comprovante de importação regular e, quando aplicável, registro na Anvisa é a forma mais segura de evitar prejuízo com apreensão de mercadorias e de manter a reputação da sua empresa em dia com a lei.

Operações como a Áquila tendem a continuar acontecendo em rotas conhecidas de contrabando, e o resultado mostra que a fiscalização está atenta ao fluxo de mercadorias entre estados. Manter a documentação da sua cadeia de fornecimento organizada é a melhor forma de garantir que seu negócio não seja pego de surpresa.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.