Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Uma pesquisa global com mais de 300 mil funcionários mostra que, apesar de apenas 20% dos trabalhadores no mundo se dizerem engajados no emprego, algumas empresas conseguem se destacar positivamente nesse cenário. É o que revela o ranking Forbes das Melhores Empresas do Mundo para Trabalhar em 2026, divulgado em parceria com a Statista, que reúne 900 companhias de 52 países, incluindo 11 empresas brasileiras. Para você que é empresário ou gestor, esse tipo de levantamento funciona como um termômetro: mostra o que as grandes companhias estão fazendo para reter talentos, e isso tem efeito direto na competitividade do seu negócio por bons profissionais.
O que o ranking avalia
A lista não é feita com base em faturamento ou tamanho da empresa, mas na percepção de quem trabalha ou trabalhou nela. Os participantes da pesquisa, ouvidos de forma independente e anônima, avaliaram critérios como salário, oportunidades de crescimento na carreira, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e reputação da empresa. Também foi perguntado se recomendariam o empregador a familiares e amigos. Só entraram na disputa empresas com mais de mil funcionários e atuação global, e a pontuação final levou em conta dados dos últimos três anos, com mais peso para as informações mais recentes e para as respostas de quem está empregado atualmente na empresa.
Esse formato de avaliação é importante para você entender: não se trata de marketing institucional, mas da voz de quem vive o dia a dia dentro das organizações. Ou seja, é um indicador real de clima organizacional, algo que impacta diretamente produtividade, turnover e custos de contratação.
Quem lidera e quais brasileiras aparecem
A Microsoft ocupa o primeiro lugar pelo terceiro ano consecutivo, seguida por Delta Air Lines e Shopify. Completam o top 10 nomes como NVIDIA, Apple e Alphabet (controladora do Google), empresas majoritariamente dos setores de tecnologia, software e semicondutores. Entre as 900 companhias do ranking, 11 são brasileiras, o que mostra que empresas nacionais também conseguem competir em reputação e satisfação de funcionários em escala global.
As empresas brasileiras na lista são: Petrobras (74ª posição), Embraer (132ª), Gerdau (274ª), Vale (278ª), Natura (342ª), Banco do Brasil (409º), Nubank (428º), Votorantim (576ª), Banco Bradesco (626º), Braskem (635ª) e Suzano (775ª). A presença de empresas de setores tão diferentes, como energia, aviação, mineração, cosméticos, bancos e papel e celulose, indica que não existe um único caminho para ser reconhecido como bom lugar para trabalhar: o que conta é a consistência das práticas de gestão de pessoas ao longo do tempo.
O que isso significa para o seu negócio
Mesmo que sua empresa esteja longe do porte das gigantes listadas, o ranking serve como referência prática. Os critérios usados pela pesquisa, remuneração justa, possibilidade de crescimento, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e boa reputação, são aplicáveis a negócios de qualquer tamanho. Funcionários satisfeitos recomendam a empresa a outros profissionais, o que facilita a contratação e reduz custos com processos seletivos e rotatividade.
Se você é gestor, vale usar esse tipo de levantamento como ponto de partida para uma reflexão interna: como seus colaboradores avaliariam a empresa hoje, se fossem perguntados de forma anônima? Pequenos ajustes em comunicação, benefícios e perspectivas de carreira podem fazer diferença real na retenção de talentos, especialmente em um mercado de trabalho onde o engajamento global ainda é baixo, segundo a pesquisa Gallup citada no estudo.
Não existe prazo ou obrigação associada a esse ranking, mas ele funciona como um alerta de mercado: empresas que investem em clima organizacional e desenvolvimento de pessoas tendem a se destacar na disputa por profissionais qualificados, um recurso cada vez mais escasso e valorizado em qualquer setor.
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