Por Que Marcas Estão Investindo Tanto em Smartphones Dobráveis?

A Samsung confirmou a chegada ao Brasil, em 6 de agosto, de três novos modelos dobráveis: Z Fold8 Ultra, Z Fold8 e Z Flip8. O destaque fica por conta do Fold8, que chega em um formato inédito, do tamanho de um passaporte, com tela ainda maior que a dos modelos anteriores. O lançamento acontece justamente quando a categoria de smartphones dobráveis vive um momento de crescimento acelerado no mundo todo, o que também interessa diretamente a quem gerencia empresas e precisa decidir sobre compra e renovação de equipamentos corporativos.
Segundo projeção da Counterpoint Research, as remessas globais de dobráveis devem crescer 21% em 2026 na comparação com o ano anterior, dando continuidade a uma expansão que começou em 2025. Três fatores puxam esse crescimento: a procura constante por aparelhos premium no formato livro, o acirramento da disputa entre as grandes marcas e a expectativa de que a Apple finalmente entre nesse mercado. Para você que administra um negócio, esse movimento sinaliza que a categoria deixou de ser nicho e caminha para se tornar opção real de padronização de equipamentos dentro das empresas.
O que muda no mercado de dobráveis
Por trás desse crescimento está uma mudança no jeito como as pessoas usam o celular no dia a dia. O aparelho, que antes servia apenas para comunicação, virou ferramenta de trabalho, consumo de conteúdo e produtividade. Isso criou um limite prático de tamanho de tela: um celular pequeno demais dificulta tarefas como editar documentos, gerenciar agenda ou acompanhar planilhas fora do escritório. Os dobráveis surgem justamente para resolver esse gargalo, oferecendo uma tela maior sem abrir mão da portabilidade.
Na prática, isso aproxima o smartphone das funções que hoje dependem de tablet ou notebook. Um aparelho que se abre e vira uma tela maior pode, em algumas situações, substituir a necessidade de carregar dois equipamentos. Para empresas que fornecem celulares corporativos a equipes externas, como vendedores, consultores ou gestores que trabalham em campo, essa possibilidade merece atenção na hora de planejar a próxima rodada de compra ou renovação de aparelhos.
Quem sente o impacto no dia a dia do negócio
A disputa entre fabricantes tende a se intensificar rapidamente. A Samsung deve seguir na liderança em 2026, com 32% de participação projetada, mas o cenário competitivo muda bastante em relação a 2025, com a possível chegada da Apple e a manutenção da Huawei como forte concorrente.
| Marca | Participação projetada em 2026 |
|---|---|
| Samsung | 32% |
| Apple | 25% |
| Huawei | 24% |
| Motorola | 8% |
| Honor | 3% |
Esse movimento de concorrência acirrada costuma pressionar preços e ampliar a variedade de opções no mercado, o que é positivo para quem compra equipamentos em volume para a empresa. Quanto mais marcas disputando espaço, maior a chance de encontrar modelos com melhor custo-benefício ao longo do tempo, especialmente à medida que a tecnologia deixa de ser novidade restrita a early adopters e passa a ganhar escala de produção.
Como se preparar para essa mudança
Antes de trocar o parque de celulares corporativos por modelos dobráveis, vale avaliar com calma se o investimento realmente resolve um problema do seu negócio ou se é apenas uma tendência de mercado ainda em maturação. Aparelhos de primeira geração de uma tecnologia costumam ter preço mais alto e menor previsibilidade de suporte e peças de reposição no médio prazo, o que pesa na decisão de compra e no planejamento de depreciação desses ativos na contabilidade da empresa.
Um ponto prático para o gestor: se a equipe já usa dois aparelhos (celular e tablet, por exemplo) para dar conta do trabalho fora do escritório, um dobrável pode reduzir esse número para um único equipamento, simplificando a gestão de ativos, seguros e controle patrimonial. Por outro lado, se o uso da equipe é mais simples e não exige tela grande, a troca pode não trazer retorno imediato e é melhor esperar o mercado amadurecer.
O recomendável é tratar essa decisão como qualquer investimento em equipamento: mapear o real ganho de produtividade, comparar o custo total (compra, manutenção e vida útil esperada) e só então definir se vale antecipar a renovação da frota de celulares corporativos ou aguardar a entrada de mais concorrentes reduzir os preços. Falar com seu contador antes de fechar compras em volume ajuda a entender o melhor enquadramento fiscal e o momento ideal para registrar esse investimento no caixa da empresa.
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