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Operação flagra perfumes falsificados em SP: o que empresários devem saber

19/08/2026 06:372 min de leituraAtualizado há 15 dias

Fonte: Receita Federal · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Uma operação conjunta da Receita Federal e da Polícia Federal mirou, nesta terça-feira, 18 de agosto, pontos de distribuição de perfumes e cosméticos irregulares na região central de São Paulo e em Bragança Paulista. A ação, batizada de "Barão da Amizade", tem como alvo produtos falsificados, contrabandeados ou que entraram no país sem o pagamento correto de impostos. A expectativa das autoridades é apreender mercadorias avaliadas em mais de R$ 1 milhão.

Se você atua no varejo de cosméticos, perfumaria ou em setores relacionados, essa notícia serve como alerta direto. Comercializar produtos contrabandeados ou descaminhados, mesmo sem saber da origem irregular, pode colocar seu negócio em risco jurídico e financeiro. Além da apreensão da mercadoria, os responsáveis identificados na operação serão enquadrados nos crimes de contrabando e descaminho, e ainda podem responder por violação de propriedade intelectual, quando os produtos imitam marcas registradas.

O que motivou a fiscalização

A Receita Federal e a Polícia Federal têm intensificado ações contra a entrada e a comercialização de mercadorias que não passaram pelos trâmites legais de importação. No caso de perfumes e cosméticos, esse tipo de irregularidade é comum porque são produtos de alto valor agregado e fácil transporte, o que atrai tanto contrabandistas quanto falsificadores. A operação em São Paulo mostra que esse mercado está sob monitoramento ativo das autoridades.

Quem pode ser afetado

Empresários que compram estoque de fornecedores pouco transparentes, sem nota fiscal regular ou com preços muito abaixo do mercado, estão mais expostos a esse tipo de problema. Distribuidores, lojistas e até revendedores autônomos que lidam com perfumaria podem ser questionados caso tenham em seu estabelecimento produtos de origem duvidosa. A responsabilização recai sobre quem distribui ou comercializa a mercadoria irregular, não apenas sobre quem a introduziu ilegalmente no país.

Vale lembrar que a contrafação, quando o produto imita marca registrada sem autorização, agrava a situação, pois soma a questão fiscal a uma violação de propriedade intelectual. Isso significa que o empresário pode responder tanto por descaminho quanto por danos à marca original, ampliando o risco de sanções.

Como se proteger

A melhor forma de evitar prejuízos é ter rigor na escolha de fornecedores e sempre exigir documentação fiscal completa das mercadorias adquiridas. Notas fiscais de importação, comprovantes de origem e contratos com distribuidores oficiais são documentos que ajudam a comprovar a regularidade do estoque, caso haja fiscalização no seu negócio.

Se você trabalha com revenda de perfumes e cosméticos, vale revisar periodicamente sua cadeia de fornecimento e desconfiar de preços muito abaixo do praticado no mercado, um dos principais sinais de que o produto pode ter entrado no país de forma irregular. Manter a regularidade fiscal do seu negócio é a proteção mais eficaz contra autuações, apreensões e processos que podem comprometer a reputação e a saúde financeira da empresa.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.