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23/07/2026 17:05· 4 min de leitura· Tecnologia
Atualizado há 2 horas

Omie expande atuação em serviços financeiros com FIDC e cartão corporativo para PMEs

Omie expande atuação em serviços financeiros com FIDC e cartão corporativo para PMEs
Fonte: Jornal Contábil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A Omie, plataforma de gestão (ERP) usada por 200 mil empresas no Brasil, está ampliando sua atuação para além do software de gestão. A empresa acaba de estruturar um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), com aporte inicial de R$ 75 milhões e meta de chegar a R$ 200 milhões até 2027, além de lançar um cartão corporativo integrado diretamente ao sistema de gestão. Para você que administra uma PME, isso significa mais uma porta de acesso a crédito e controle financeiro dentro da mesma ferramenta que já usa no dia a dia.

O que muda para as PMEs

O FIDC vai financiar operações de antecipação de recebíveis para os clientes da plataforma Omie. Na prática, é uma linha de crédito pensada para dar fôlego de caixa a quem vende a prazo e precisa de dinheiro adiantado para pagar fornecedores, folha ou investir em capital de giro. A operação conta com o banco BV como coordenador líder da oferta e primeiro investidor no fundo, e com a QI Tech na administração e gestão. A própria Omie assume o papel de cotista júnior, ou seja, é ela quem absorve o risco inicial de inadimplência, o que dá mais segurança aos investidores das cotas seniores e, na teoria, viabiliza condições de crédito mais competitivas para as empresas tomadoras.

O diferencial da Omie nesse mercado está nos dados. Como a empresa administra o ERP de centenas de milhares de negócios, ela tem acesso, em tempo real, ao faturamento e ao fluxo de caixa de cada cliente. Isso permite analisar o risco de crédito com mais precisão e agilidade do que bancos tradicionais costumam conseguir, reduzindo a famosa assimetria de informação que historicamente dificulta o acesso ao crédito para pequenos negócios. Segundo o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE), o acesso a crédito segue sendo o principal obstáculo ao crescimento sustentável das pequenas e médias empresas, especialmente em um cenário de juros elevados.

Além do FIDC, a empresa lançou o Cartão Omie, um cartão corporativo da bandeira Mastercard, disponível para quem tem conta PJ na plataforma, sem anuidade e sem taxas adicionais. É o primeiro cartão PJ totalmente integrado a um sistema de ERP, criado para resolver dois problemas comuns entre PMEs: a dificuldade de conseguir cartão corporativo e a falta de ferramentas simples para controlar despesas da empresa.

Como funciona o cartão corporativo

O limite inicial do Cartão Omie é definido pelo próprio cliente, com base no valor que ele deposita em uma reserva de garantia, sem necessidade de análise de crédito nessa etapa. Com o tempo, a Omie passa a oferecer limite de crédito adicional aos clientes, conforme o histórico de uso. O cartão está disponível em versão física ou virtual, permite emissão de múltiplos cartões e pode ser cadastrado em carteiras digitais.

Para a gestão do dia a dia, o produto permite definir limites de gastos e, em breve, restrições por área de negócio. Todos os lançamentos feitos no cartão são integrados automaticamente a centros de custo e conciliados no módulo financeiro do sistema, o que elimina a necessidade de lançamentos manuais. Para Leon Gottlieb, vice-presidente de Produtos e Comercialização para PMEs na Mastercard, o cartão empresarial vai muito além de um meio de pagamento: é uma ferramenta que dá mais controle, visibilidade e eficiência na gestão de despesas, ajudando a empresa a simplificar processos e tomar decisões mais embasadas para crescer.

Quem é afetado e como se preparar

As duas novidades se destinam a empresas que já usam ou pretendem usar o ERP da Omie, mas o movimento reflete uma tendência maior no mercado: ERPs deixando de ser apenas ferramentas de gestão e passando a oferecer serviços financeiros embutidos, como crédito, cartão e conciliação automática. Se você é cliente da plataforma, vale acompanhar a liberação gradual dessas soluções e avaliar se a antecipação de recebíveis ou o cartão corporativo fazem sentido para o seu fluxo de caixa e para a organização das despesas do negócio.

Antes de aderir a qualquer linha de crédito, mesmo as integradas ao sistema de gestão, é importante simular o custo efetivo da operação e comparar com outras alternativas disponíveis no mercado. Já o cartão corporativo pode ser um bom aliado para quem ainda organiza despesas de forma manual ou tem dificuldade de separar gastos pessoais dos da empresa. Nosso escritório está à disposição para ajudar você a avaliar o impacto contábil e financeiro dessas ferramentas antes de incorporá-las à rotina do seu negócio.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

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