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21/07/2026 14:23· 4 min de leitura· Curiosidades
Atualizado há 2 horas

O Futuro do Mercado Imobiliário Já Chegou e Está em uma Pequena Cidade dos Estados Unidos

O Futuro do Mercado Imobiliário Já Chegou e Está em uma Pequena Cidade dos Estados Unidos
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos está servindo de laboratório para repensar como as casas são projetadas, construídas e vendidas. Asheville, na Carolina do Norte, enfrenta um problema que também é familiar a muitas cidades brasileiras: imóveis cada vez mais caros, moradia menos acessível e riscos climáticos que ameaçam a infraestrutura urbana. É nesse cenário que nasce o projeto VISION House Asheville, uma casa conceito que une eficiência energética, resistência a desastres naturais e conforto, prometendo custo de manutenção zero depois de pronta.

Embora a notícia venha de fora, ela interessa diretamente a você, empresário do setor imobiliário, da construção civil ou mesmo gestor de outros negócios que dependem de imóveis comerciais. As tendências testadas em Asheville, como arquitetura voltada ao bem-estar, materiais duráveis e de baixo impacto ambiental, e gestão inteligente de energia e água, tendem a chegar também ao mercado brasileiro, influenciando desde o design de novos empreendimentos até as exigências de compradores e locatários.

O que motivou o projeto

Asheville viveu, nos últimos anos, uma combinação perigosa: valorização acelerada dos imóveis e vulnerabilidade climática. Segundo dados citados na matéria original, o valor médio de uma propriedade na cidade em 2025 era de US$ 467 mil, um salto de 51% em relação a 2019. Hoje, um inquilino com renda mediana precisa de 16,2 anos economizando 10% da renda para juntar a entrada de um imóvel padrão, bem acima da média nacional americana, de 12,8 anos.

Esse cenário de aperto habitacional foi agravado pela passagem do furacão Helene pela região, que causou mortes, inundações e deslizamentos, além de comprometer a infraestrutura local. O impacto foi sentido diretamente pelo setor da construção: segundo Brandon Bryant, sócio da construtora Alair Asheville, houve queda de 38% nas novas licenças de construção após o desastre. Foi esse choque que levou a empresa a investir em soluções mais sustentáveis e resilientes, culminando no projeto da VISION House.

O que muda na forma de construir

A casa em construção não é apenas mais um imóvel de alto padrão. Ela foi pensada como um estudo de caso replicável, testando na prática como reduzir custos de manutenção a longo prazo sem abrir mão de conforto e estética. Entre as soluções adotadas estão isolamento térmico rigoroso, janelas de vidro triplo, sistema de climatização dimensionado para consumir menos energia, painéis solares com baterias de armazenamento e um medidor inteligente que também alimenta um ponto de recarga para carros elétricos.

Outro ponto de destaque é a atenção à saúde dos moradores. A casa conta com sistemas de filtragem de água e ar, iluminação de baixa tensão para reduzir exposição a campos eletromagnéticos e até um cômodo isolado de sinal de Wi-Fi, pensado como espaço de desconexão digital. Os materiais escolhidos, como revestimentos cerâmicos livres de compostos voláteis e fachadas incombustíveis em fibrocimento, reforçam essa lógica: menos manutenção, mais durabilidade e mais segurança diante de eventos climáticos extremos.

Para o mercado da construção, essa mudança de mentalidade já é percebida por fornecedores. Segundo a Dal-Tile, fabricante de revestimentos usados no projeto, incorporadoras de alto padrão estão deixando de olhar apenas o preço por metro quadrado e passando a considerar o valor por metro quadrado, ou seja, o retorno em qualidade, durabilidade e economia futura. Essa é uma reflexão que também cabe a construtoras e incorporadoras brasileiras: investir em materiais e sistemas mais eficientes pode custar mais no início, mas reduz despesas operacionais e aumenta o apelo do imóvel junto a compradores mais exigentes.

O que isso significa para o seu negócio

Se você atua no setor imobiliário, de construção ou administra ativos físicos da sua empresa, o caso de Asheville funciona como um sinal de tendência. A busca por imóveis resilientes a eventos climáticos, com menor custo de manutenção e maior eficiência energética, deixou de ser um nicho e começa a virar critério de decisão de compra, especialmente entre consumidores mais informados e investidores institucionais.

Para gestores de empresas fora do setor imobiliário, o aprendizado também vale: escolhas de design e infraestrutura que priorizam bem-estar, eficiência energética e segurança climática tendem a reduzir custos operacionais no médio e longo prazo, além de agregar valor patrimonial ao imóvel da empresa, seja ele sede, filial ou galpão.

O projeto VISION House Asheville só deve ficar pronto no outono de 2027 (no hemisfério norte), mas o movimento que ele representa já está em curso: construir pensando em resiliência, saúde e economia futura, e não apenas no preço de venda imediato. Fique atento a essa tendência ao planejar novos empreendimentos, reformas ou até a compra de imóveis para uso próprio ou investimento. Antecipar essas mudanças pode significar vantagem competitiva e economia relevante nos próximos anos.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

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