NFCe: novo CFOP de gorjeta passa a valer no Espírito Santo em 2026
30/07/2026 06:523 min de leituraAtualizado há 34 dias
Fonte: Contadores CNT · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Fiscal e Obrigações, atualizado a cada mudança de norma.
Se o seu negócio emite Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFCe) e cobra gorjeta dos clientes, uma mudança técnica recente merece atenção. O Encat (Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais) publicou uma nova versão da nota técnica que trata das regras de validação do CFOP dentro da NFCe, e a principal novidade é a inclusão do Espírito Santo entre os estados que passam a aceitar um código específico para registrar gorjetas nesse tipo de documento.
O CFOP, sigla para Código Fiscal de Operações e Prestações, é aquele número de quatro dígitos que aparece nas notas fiscais e serve para identificar a natureza da operação: se é uma venda, uma devolução, uma prestação de serviço, e assim por diante. Esse código orienta como a operação deve ser tributada e como o documento fiscal precisa ser preenchido corretamente. Por isso, qualquer alteração nas regras de validação do CFOP tende a impactar diretamente os sistemas emissores de NFCe usados no dia a dia do comércio e de estabelecimentos como bares e restaurantes.
O que muda na prática
A atualização em questão é a versão 1.30 da nota técnica 2023.003. Com ela, o Espírito Santo passa a permitir o uso do CFOP 5.949 combinado com o CST 90 ou o CSOSN 900 especificamente para o registro de gorjetas na NFCe. Na prática, isso significa que empresas capixabas que cobram gorjeta dos clientes, como restaurantes, bares e estabelecimentos similares, ganham um caminho oficial e validado para lançar esse valor de forma correta no documento fiscal eletrônico.
Até então, cada estado define individualmente se e como permite esse tipo de registro dentro da NFCe, o que gera variações regionais nas regras de emissão. A entrada do Espírito Santo nessa lista reduz o risco de inconsistências fiscais para negócios que operam nesse estado e que, até aqui, podiam não ter uma orientação clara e validada sobre como tratar a gorjeta no sistema de emissão.
Quem precisa ficar atento
A mudança afeta diretamente estabelecimentos do Espírito Santo que trabalham com gorjeta e emitem NFCe, especialmente do setor de alimentação fora do lar. Também é um ponto de atenção para desenvolvedores e fornecedores de sistemas de emissão fiscal, que precisam ajustar seus softwares para reconhecer essa nova regra de validação e evitar rejeições no momento da emissão da nota.
Se o seu negócio usa um sistema de PDV ou de emissão de NFCe fornecido por terceiros, vale confirmar com o fornecedor se a atualização já está prevista ou em andamento. Notas emitidas fora das regras vigentes de validação podem ser rejeitadas pela Sefaz, o que atrapalha o fluxo de vendas e pode gerar retrabalho na correção de documentos fiscais.
Prazos que você precisa conhecer
A nota técnica ficou disponível em ambiente de homologação a partir de 27 de julho de 2026, período usado para testes antes da entrada em vigor definitiva. As novas regras entram efetivamente em produção, ou seja, passam a valer para as emissões reais, a partir de 3 de agosto de 2026. Esse é o prazo que empresas do Espírito Santo que cobram gorjeta e seus fornecedores de sistema precisam ter como referência para garantir que tudo esteja ajustado antes da virada.
| Etapa | Data |
|---|---|
| Publicação da nota técnica (versão 1.30) | 29 de julho de 2026 |
| Disponibilização em ambiente de homologação | 27 de julho de 2026 |
| Entrada em produção (vigência efetiva) | 3 de agosto de 2026 |
Vale reforçar que, embora a mudança pareça pequena diante do volume de regras que envolvem a emissão de documentos fiscais eletrônicos, ela tem efeito direto na rotina de quem trabalha com NFCe e gorjeta. Um ajuste técnico como esse, se não for acompanhado a tempo, pode gerar problemas práticos na hora de fechar o caixa ou emitir a nota corretamente para o cliente.
Se o seu negócio está no Espírito Santo e cobra gorjeta via NFCe, o recomendado é conversar com o contador e com o fornecedor do sistema de emissão para confirmar que tudo estará adequado até 3 de agosto. Manter a comunicação alinhada entre contabilidade e área de tecnologia evita surpresas e garante que a operação continue fluindo sem interrupções por causa de uma regra de validação que mudou.
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