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27/07/2026 05:00· 4 min de leitura· Empresarial
Atualizado há 2 horas

Não Posso Retroceder, Diz Rodrigo Stefanini sobre Ser Herdeiro da Gigante de Tecnologia Fundada Pelo Pai

Não Posso Retroceder, Diz Rodrigo Stefanini sobre Ser Herdeiro da Gigante de Tecnologia Fundada Pelo Pai
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A Stefanini, gigante brasileira de tecnologia fundada em 1987, vive um momento de transição de comando. Rodrigo Stefanini, filho do fundador Marco Stefanini, assumiu em novembro de 2024 a presidência da empresa para América Latina e Espanha e, em março de 2026, passou a acumular interinamente a operação brasileira. A companhia encerrou 2025 com faturamento de R$ 8,4 bilhões e projeta crescer mais de 15% neste ano. Mais do que uma troca de executivos, o episódio traz lições valiosas para qualquer empresário que lida com sucessão familiar, pressão tributária e a corrida pela inteligência artificial dentro do próprio negócio.

O que está em jogo na sucessão

Rodrigo não chegou ao cargo por decreto. Antes de assumir posições na empresa da família, ele passou por companhias como Morgan Stanley, Bain & Company e Xpeed (escola de educação financeira da XP), além de ter atuado no Peru e na Colômbia. Entrou na Stefanini em 2021 para liderar a operação no Chile, ampliou a responsabilidade para Argentina e depois para todo o Cone Sul. Segundo a empresa, a receita da unidade chilena quadruplicou nos três primeiros anos sob sua gestão. É esse histórico que ele usa para justificar a ascensão, mesmo reconhecendo abertamente os privilégios de ter nascido dentro de uma família empresária.

Para negócios familiares de qualquer porte, o caso ilustra um dilema recorrente: como separar competência de sobrenome. Rodrigo é direto ao dizer que resultados anteriores não garantem sucesso na etapa seguinte, e que a cobrança sobre quem carrega o nome da empresa costuma ser maior, não menor. Ele também defende um ponto que vale para qualquer sucessão: construir equipes que não dependam de poucas pessoas insubstituíveis, reduzindo o risco de a empresa parar caso o líder falhe ou saia.

Reorganização para crescer com integração

Depois de fazer cerca de 40 aquisições ao longo de sua história, a Stefanini reorganizou o portfólio em 2025, agrupando as empresas compradas em sete unidades de negócio: Technology, Cyber, Data & Analytics, Financial Tech, Marketing, Manufacturing e Operations. A ideia é deixar de ser vista como uma simples prestadora de serviços de TI e se posicionar como consultoria integrada, oferecendo ao cliente um único ponto de contato para diferentes necessidades tecnológicas, modelo conhecido como one-stop shop.

Esse movimento tem relação direta com a inteligência artificial, presente em todas as sete unidades. A empresa entrou nesse mercado há cerca de 15 anos, com a compra da startup Woopi, e passou a incorporar essa experiência ao restante do portfólio depois da popularização dos modelos generativos. Rodrigo relata que clientes que resistiam a projetos mais inovadores agora procuram a empresa com urgência, temendo perder competitividade para concorrentes que já adotam IA de forma mais agressiva. Esse é um alerta útil para qualquer gestor: a decisão de adotar novas tecnologias deixou de ser estratégica e passou a ser, em muitos setores, questão de sobrevivência.

O que mais preocupa: câmbio e carga tributária

Apesar de a Stefanini ter crescido 20% na receita no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, Rodrigo aponta o cenário macroeconômico como o principal risco para manter a projeção de expansão entre 15% e 16% no ano. A exposição a diferentes moedas, por conta da operação em 104 países, deixa os resultados vulneráveis a decisões políticas e de bancos centrais em qualquer parte do mundo, não apenas no Brasil.

No cenário nacional, ele cita a situação fiscal, o endividamento e o aumento das recuperações judiciais como sinais de alerta. A crítica mais direta é ao uso recorrente de aumento de impostos como resposta à necessidade de arrecadação. Segundo ele, elevar a carga sobre empresas já fragilizadas pode ter efeito contrário ao pretendido: quando o negócio quebra, deixa de pagar qualquer imposto, o que é pior do que arrecadar menos de uma empresa que continua funcionando.

Esse ponto tem impacto direto sobre pequenos e médios negócios, que respondem por boa parte dos empregos no país e trabalham com margens mais estreitas do que as grandes companhias. Restaurantes, cafés e lojas, segundo Rodrigo, têm menos fôlego para absorver aumento de custos e queda no consumo, o que os torna mais expostos a esse tipo de pressão tributária e econômica.

IndicadorValor
Faturamento em 2025R$ 8,4 bilhões
Crescimento previsto para 2026Entre 15% e 16%
Crescimento no 1º trimestre de 202620%
Presença global104 países, 35 mil profissionais

Para o empresário que acompanha esse tipo de notícia, o recado prático é claro: mesmo empresas grandes e em expansão colocam o ambiente fiscal e cambial no topo da lista de riscos, o que reforça a import

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

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