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Moto Morini no Brasil: plano de expansão, novos modelos e metas até 2027

17/08/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 17 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A Moto Morini, marca de motocicletas com engenharia italiana e produção chinesa, completou pouco mais de um ano de operação no Brasil e já projeta fechar 2026 com R$ 85 milhões em faturamento. O número ainda é pequeno perto das gigantes do setor, mas mostra o início de um plano ambicioso de crescimento no país, que inclui novas lojas, lançamento de modelos e a construção de uma fábrica própria em território nacional.

Apesar do avanço, a marca ainda está longe de disputar as primeiras posições do mercado brasileiro de duas rodas. Em julho, foram emplacadas 97 motocicletas, segundo dados da Fenabrave, e a empresa não aparece entre as dez marcas mais vendidas do país no acumulado do ano. Ainda assim, o balanço de doze meses de operação mostra oito lojas abertas e cerca de 2.000 motos vendidas, números que a própria empresa considera positivos para uma fase inicial de instalação no mercado.

Como funciona a operação no Brasil

Para quem acompanha o setor, entender a estrutura da Moto Morini ajuda a explicar o preço competitivo dos modelos. A marca nasceu na Itália em 1937, mas desde 2018 pertence ao grupo chinês Zhongneng. Hoje, o desenvolvimento e a engenharia continuam na Itália, o parque fabril está na China, e a montagem no Brasil acontece em Manaus, por meio de uma parceira terceirizada que trabalha em linha exclusiva para a marca. Segundo a empresa, essa combinação é o que permite vender uma motocicleta como a AlltrHike 450 por R$ 35.990.

A empresa também trabalha para instalar uma fábrica própria no Brasil, ainda sem data definida por depender de etapas burocráticas. Se confirmado, o movimento representa um passo relevante de nacionalização da operação, com potencial de gerar empregos e reduzir a dependência de importação de componentes.

Metas e números da operação no Brasil
R$ 85 milhõesfaturamento projetado para 2026meta divulgada pela marca após um ano de operação no país.
R$ 300 milhõesmeta de faturamento para 2027próximo salto de crescimento previsto pela empresa.
R$ 250 milhõesinvestimento previstovalor a ser aplicado no Brasil ao longo de três anos.
20 lojasrede previstaoito unidades já abertas, mais 12 pontos de venda planejados.

Quem é afetado e o que vem por aí

Para empresários que atuam na cadeia de motocicletas, seja em concessionárias, oficinas, fornecedores de peças ou revenda, a chegada e expansão de uma nova marca no mercado nacional representa oportunidade de negócio, especialmente diante do plano de abrir mais 12 lojas além das oito já existentes em cidades como Santo André, Florianópolis, Curitiba, Vitória, Salvador, Goiânia, Brasília e Belo Horizonte. Uma fábrica própria no Brasil, se confirmada, também pode abrir espaço para novos fornecedores e prestadores de serviço locais.

A empresa aposta em motocicletas de média e alta cilindrada como estratégia de diferenciação. Está em pré-venda a AlltrHike 450, modelo adventure de 450 cilindradas por R$ 35.990, em parceria com o Mercado Livre, com meta de 1.000 unidades vendidas em três fases. Para o primeiro semestre de 2027, está prevista a 3 ½ Sport, com preço entre R$ 30 mil e R$ 33 mil, resgatando um modelo histórico da marca. Uma motocicleta de 1.200 cilindradas também está sendo preparada para o próximo ano. Atualmente, a marca vende sete versões de três modelos no país: Seiemmezzo, Calibro e X-Cape.

A meta de vendas da empresa é de 5.000 a 7.000 unidades no Brasil, número que dá uma ideia do tamanho da aposta em um mercado de motos que, segundo a própria empresa, tem passado por mudança de comportamento do consumidor, com a moto ganhando espaço não só como meio de transporte, mas também como objeto de desejo.

Para quem avalia entrar como parceiro comercial, revendedor ou fornecedor da marca, o momento é de observação: a expansão está em curso, mas ainda em fase de consolidação. Os próximos passos, como a definição da fábrica própria e o cumprimento das metas de faturamento para 2026 e 2027, devem indicar se o ritmo de crescimento se sustenta e se abre novas frentes de negócio no setor automotivo nacional.

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