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Moda masculina muda: o que a nova alfaiataria significa para empresários do setor

16/10/2026 18:523 min de leituraAtualizado há 3 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Embora a matéria original trate de moda e criação, ela traz um recado direto para quem empreende no varejo de vestuário, alfaiataria e confecção: o comportamento de consumo masculino está mudando, e isso tem efeito direto no caixa e no estoque de quem vende roupa.

O estilista João Pimenta, referência em alfaiataria há duas décadas, apresentou na São Paulo Fashion Week uma coleção que rompe com as regras tradicionais do terno e do traje formal masculino. Em vez de esconder as técnicas de costura, ele trouxe para fora elementos como entretelas, ombreiras e alinhavos, transformando o que antes era invisível em decoração da própria peça. Para você que vende moda, isso é um sinal de que o cliente está aberto a pagar por peças diferentes, com apelo estético e história, e não apenas pelo terno clássico de sempre.

O que muda no comportamento do consumidor

Segundo o estilista, existe um desencontro entre a alfaiataria clássica, que resiste à inovação, e a moda, que vive de mudança constante. Esse tradicionalismo tem um preço: o próprio ofício da alfaiataria está desaparecendo, à medida que mestres antigos não renovam suas técnicas nem se abrem para o novo. Para negócios do setor, isso é um alerta prático: quem não investir em atualização de produto corre risco real de perder espaço para marcas mais flexíveis e conectadas com o novo público.

A coleção também mostra um caminho comercial interessante: peças de alfaiataria com proporções diferentes, como paletós de manga curta, calças com pregas invertidas e o traje de gala reinventado em versões mais descontraídas, como bermuda ou macacão. Isso aponta para uma demanda por versatilidade, roupas formais que também sirvam para climas quentes e ocasiões menos rígidas, o que pode orientar decisões de coleção e sortimento em lojas e ateliês.

Outro ponto relevante para quem vende moda é a mudança de público. Ao quebrar padrões rígidos de masculinidade na roupa, a marca passou a atrair naturalmente consumidores de outros perfis, incluindo público feminino e agênero. Isso mostra que peças bem construídas, com boa modelagem, podem ampliar o público-alvo de uma marca sem que isso seja um objetivo inicial de marketing, apenas consequência de um produto bem pensado.

Por que isso importa para quem vende moda

O estilista também faz uma crítica direta ao comportamento masculino em relação à roupa: muitos homens ainda tratam a vestimenta como definição de caráter, e não como expressão de humor ou momento, diferentemente das mulheres, que segundo ele exploram a moda com mais liberdade e diversão. Para o varejo, essa é uma oportunidade de comunicação: convidar o consumidor homem a experimentar mais, sem medo, pode abrir espaço para vendas de peças menos óbvias e com maior valor agregado.

Vale lembrar que nem toda peça de passarela vira produto de prateleira, como o próprio estilista reconhece ao falar do paletó transformado em body, pensado para provocar reflexão e não para venda em massa. Isso é importante para o planejamento de coleção: desfiles e vitrines conceituais servem para construir imagem de marca e testar limites, enquanto o produto de venda direta precisa equilibrar inovação com praticidade para o dia a dia do cliente.

Para empresários e gestores do setor de moda, o recado prático é que investir em diferenciação de produto, mesmo em peças tradicionais como ternos e trajes formais, pode ser uma forma de se destacar em um mercado que tende à padronização. Acompanhar tendências de passarela, adaptá-las à realidade do consumidor final e comunicar a roupa como forma de expressão, e não de rigidez, pode ser um caminho para atrair públicos mais amplos e fidelizar clientes dispostos a pagar mais por algo autêntico.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.