Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Você já parou para observar o que faz nos pequenos intervalos do dia, como esperar um elevador ou tomar um café? Se a resposta for "olhar o celular", você não está sozinho. Essa é uma das reflexões trazidas por um artigo publicado na Forbes Brasil, que discute como o hábito de recorrer à tela em qualquer pausa pode estar por trás do cansaço mental que muitas pessoas sentem no fim do expediente, mesmo sem terem feito um trabalho fisicamente pesado.
O que muda
A ideia central é simples: o cérebro quase não tem mais momentos livres de estímulo digital, porque somos nós mesmos que buscamos vídeos, mensagens e notícias nos intervalos livres. Um estudo de 2022 publicado na revista científica PLOS One mostrou que pausas curtas, de até 10 minutos, reduzem a fadiga e aumentam a sensação de energia ao longo do dia. O detalhe importante é que o benefício depende do que se faz durante essa pausa, não apenas de parar a atividade principal.
Por isso, o artigo propõe o conceito de "micropausas analógicas": pequenos intervalos deliberados em que a pessoa se desconecta do ambiente digital para fazer algo simples no mundo físico. Pode ser regar uma planta, conversar com um colega na sala do café, fazer carinho em um animal de estimação ou anotar uma ideia em um caderno. São ações que não competem pela atenção da mesma forma que uma tela compete, e por isso permitem um tipo diferente de descanso mental.
Quem é afetado
Essa reflexão interessa diretamente a você que gerencia uma equipe ou uma empresa. Colaboradores mentalmente exaustos tendem a produzir menos, cometer mais erros e se engajar menos nas tarefas do dia a dia. Entender que o cansaço mental pode estar ligado à forma como as pausas são usadas, e não apenas à carga de trabalho, abre uma porta prática para pequenas mudanças de cultura dentro do ambiente de trabalho.
Reuniões, esperas e trocas de tarefa são momentos propícios para uma pausa curta e consciente.
Conversar com um colega, cuidar de uma planta ou anotar uma ideia no papel já muda a qualidade da pausa.
Pequenas pausas analógicas distribuídas ao longo do expediente podem ajudar a reduzir a fadiga coletiva.
Não se trata de propor um afastamento total da tecnologia, o que seria pouco realista em qualquer negócio hoje. A proposta é mais modesta e, por isso, mais aplicável: criar pequenos espaços em que a mente possa experimentar o mundo físico antes de voltar ao ritmo digital. Isso vale tanto para você, como gestor, quanto para os profissionais que trabalham com você.
Como se preparar
Na prática, isso pode significar orientar a equipe a evitar checar o celular automaticamente em todo intervalo entre tarefas, ou simplesmente dar o exemplo nas próprias pausas. A lógica é a mesma usada na medicina do estilo de vida: a saúde não depende de grandes mudanças, mas da soma de pequenas escolhas repetidas todos os dias. Aplicado à atenção, isso significa que alguns minutos bem usados, sem tela, podem valer mais do que se imagina para manter a produtividade e o bem-estar dentro da empresa.
Se a fadiga mental da sua equipe tem sido um problema recorrente, vale considerar esse tipo de ajuste simples na rotina. Não é uma solução mágica nem substitui outras medidas de gestão de pessoas, mas é um passo de baixo custo e fácil aplicação que pode contribuir para um ambiente de trabalho mais equilibrado.
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