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Melhores empresas para mulheres trabalharem: 7 brasileiras no ranking global

15/10/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 10 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.

Uma pesquisa global recém-divulgada traz um recado direto para quem lidera empresas no Brasil: reter talentos femininos passa por fatores bem específicos, e não necessariamente pelos que a maioria dos gestores imagina. A Forbes publicou a 6ª edição do ranking das Melhores Empresas do Mundo para Mulheres, reunindo 400 companhias de mais de 40 países. Sete empresas brasileiras entraram na lista, com destaque para a Natura, que deu um salto expressivo de posição. Mais do que um ranking de reputação, o estudo revela o que motiva mulheres a ficar ou sair de um emprego, informação valiosa para qualquer negócio que queira reduzir turnover e atrair boas profissionais.

O que o estudo revela

Uma pesquisa paralela da Deloitte, o Global Women @ Work 2026, ouviu 7.500 profissionais em 15 países e identificou os cinco fatores mais importantes para reter mulheres nas empresas: oportunidades de carreira, modelos de trabalho flexíveis, cultura corporativa segura e inclusiva, apoio à saúde mental e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Entre as mulheres que disseram querer deixar o emprego atual, 45% apontaram a falta de oportunidades de crescimento como motivo principal. Outros fatores relevantes foram a possibilidade de ganhar mais fazendo a mesma função em outra empresa, a falta de flexibilidade de horários e a dificuldade de conciliar vida pessoal e profissional.

O lado positivo é que mais da metade das entrevistadas, 54%, disse estar satisfeita no emprego atual e sem planos de sair. Isso mostra que parte das empresas já está no caminho certo, e que investir nos fatores certos traz retorno concreto em retenção.

O que mais pesa na decisão de sair
45%falta de oportunidades de crescimentoprincipal motivo apontado por quem pensa em deixar o emprego.
42%ganhar mais na concorrênciamesma função, melhor remuneração em outra empresa.
54%estão satisfeitas e não pretendem sairsinal de que boas práticas de gestão funcionam.

Quem está no topo e quem representa o Brasil

A Microsoft lidera o ranking pelo segundo ano consecutivo. Entre as dez primeiras colocadas também aparecem nomes como Apple, L'Oréal, Coca-Cola e Unilever, empresas de setores diferentes, de tecnologia a bens de consumo, o que mostra que boas práticas de equidade de gênero não são exclusividade de um tipo de negócio.

No recorte brasileiro, sete empresas conquistaram espaço na lista global. A Natura é a mais bem posicionada entre elas, avançando do 57º lugar em 2025 para a 28ª posição nesta edição, um salto de 29 posições. Paula Benevides, vice-presidente de pessoas, cultura e organização da Natura, comentou o resultado como fruto de decisões e políticas voltadas a ampliar representatividade, autonomia e oportunidades para mulheres dentro e fora da companhia.

Para chegar a esse resultado, a Forbes fez parceria com a Statista e entrevistou cerca de 140 mil mulheres que trabalham em multinacionais em 61 países. Só entraram no ranking empresas que atuam em pelo menos duas das seis regiões continentais do mundo. As participantes avaliaram temas como equidade salarial, resposta da liderança a denúncias de discriminação, igualdade de oportunidades de progressão entre homens e mulheres, combate a estereótipos de gênero em produtos e campanhas, e envolvimento ou não em escândalos relacionados a gênero. Também foi medida a porcentagem de mulheres em cargos de liderança nas empresas elegíveis.

Por que isso importa para o seu negócio

Você não precisa ser uma multinacional para aplicar os critérios desse ranking na sua gestão. Os pontos avaliados, como transparência salarial, oportunidades reais de crescimento, flexibilidade de horários e uma cultura que trate denúncias com seriedade, são práticas replicáveis em empresas de qualquer porte. Negócios que ignoram esses fatores tendem a perder profissionais qualificadas para concorrentes que oferecem condições melhores, especialmente quando o motivo da saída é remuneração ou falta de perspectiva de carreira.

Se a sua empresa enfrenta rotatividade entre colaboradoras, vale revisar política de remuneração, critérios de promoção e flexibilidade de jornada antes de buscar soluções mais caras ou complexas. Muitas vezes, pequenos ajustes de gestão, como clareza nos critérios de ascensão profissional e canais confiáveis para reportar problemas, já fazem diferença significativa na retenção de talentos femininos e no clima organizacional como um todo.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.