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iPhone sob ataque: basta ver um anúncio para ser invadido, veja como se proteger

22/10/2026 18:093 min de leituraAtualizado há 4 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Uma descoberta recente de pesquisadores de segurança acendeu um alerta importante para quem usa iPhone no dia a dia, inclusive para fins profissionais. Diferente dos golpes tradicionais, que exigem que a pessoa clique em um link suspeito ou baixe algo, esse novo tipo de ataque infecta o aparelho só pelo fato de o usuário visualizar um anúncio ou acessar uma página comprometida, mesmo que o site pareça legítimo. Para empresários e gestores que usam o celular para acessar e-mails corporativos, aplicativos bancários ou carteiras de criptomoedas, o risco é direto: dados sensíveis e recursos financeiros podem ficar expostos sem que haja qualquer sinal perceptível de invasão.

O que está acontecendo

Segundo os pesquisadores, milhares de sites legítimos foram comprometidos por um grupo de criminosos para distribuir códigos maliciosos capazes de invadir iPhones. Em um dos casos identificados, um anúncio infectado chegou a ser veiculado no Instagram. O objetivo principal dos ataques é desviar fundos de carteiras de criptomoedas armazenadas nos aparelhos invadidos, mas a estrutura criada pelos criminosos também é usada para espalhar outros tipos de conteúdo malicioso.

De acordo com as investigações, os sites afetados somam milhares de páginas legítimas, que juntas recebem dezenas de milhões de visitas por mês. Uma parte menor desses sites distribui diretamente o malware que ataca iPhones, enquanto o restante funciona como uma espécie de porta de entrada, redirecionando visitantes para outras páginas maliciosas.

O tamanho do ataque
6.600sites comprometidosrecebem juntos 49 milhões de visitas por mês.
248sites distribuem spyware diretamentecom 8 milhões de visitantes mensais ao todo.
10novos domínios maliciosos por semanacriados pelo grupo para manter o ataque ativo.

O esquema foi batizado pelos pesquisadores de "DeadTag" e funciona como um serviço vendido a outros criminosos: quem contrata pode distribuir qualquer tipo de conteúdo malicioso para quem visitar os sites comprometidos. Um dos clientes identificados seria um grupo especializado em invadir iPhones usando ferramentas que teriam vazado de agências de inteligência governamentais. Essas ferramentas exploram falhas de segurança que a Apple já corrigiu em versões anteriores, por isso os criminosos miram justamente aparelhos que ainda não foram atualizados.

Quem está exposto a esse risco

O ponto mais preocupante levantado pelos pesquisadores é que a vítima não precisa fazer nada de errado para ser infectada. Basta estar navegando normalmente, inclusive em redes sociais, e se deparar com um anúncio comprometido. Isso significa que qualquer pessoa com iPhone, independentemente de cuidado ou experiência digital, pode ser alvo. Para empresas, isso representa um risco adicional: funcionários que usam o celular pessoal para tarefas de trabalho, ou que acessam contas corporativas pelo aparelho, podem acabar expondo informações da empresa sem perceber.

Há ainda um dado técnico relevante: os pesquisadores encontraram sinais de que os criminosos já estavam se preparando para explorar falhas mais recentes do sistema do iPhone, ainda sem correção disponível. Isso indica que o problema tende a continuar, mesmo que a Apple lance atualizações de segurança com frequência.

Como se preparar

Diante desse cenário, a recomendação mais prática e acessível para qualquer gestor é manter o iPhone sempre atualizado com as últimas versões do sistema operacional, já que parte dos ataques depende justamente de aparelhos desatualizados. Também vale reforçar com a equipe a importância de desconfiar de anúncios e links, mesmo quando aparecem em redes sociais conhecidas, e de evitar manter grandes volumes de criptomoedas ou dados sensíveis acessíveis diretamente pelo celular sem camadas extras de proteção, como autenticação em duas etapas.

Até o momento, nem a Apple nem a Meta, dona do Instagram, se manifestaram publicamente sobre o caso. Enquanto isso, pesquisadores de segurança seguem tentando notificar os sites comprometidos e articulam parcerias com órgãos de cibersegurança para tentar conter a disseminação do ataque. Para empresas que dependem de dispositivos móveis no dia a dia, o episódio serve como lembrete de que a segurança digital precisa ser tratada como parte da rotina de gestão, e não como algo que só diz respeito à área de tecnologia.

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