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iFood compra Caju: o que muda no vale-alimentação da sua empresa

20/10/2026 16:383 min de leituraAtualizado há 59 minutos

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se sua empresa oferece vale-refeição ou vale-alimentação aos funcionários, vale ficar atento a uma movimentação importante no setor: o iFood, maior aplicativo de entregas do país, anunciou a compra da Caju, empresa especializada em benefícios corporativos. A operação, ainda sujeita à aprovação de órgãos reguladores, deve dobrar a presença do iFood nesse mercado e reorganizar o cenário de fornecedores com os quais empresários e gestores de RH lidam no dia a dia.

O que muda

A compra foi feita por meio do iFood Benefícios, o braço da empresa dedicado a cartões e serviços de vale-refeição e vale-alimentação. Com a Caju incorporada, o iFood passa a ter uma base muito maior de clientes e usuários nesse segmento, o que pode significar mais força de negociação com estabelecimentos, mais recursos para investir em tecnologia e, potencialmente, mudanças na forma como o benefício é oferecido às empresas contratantes. Os termos financeiros do negócio não foram divulgados, mas ele está inserido em um plano maior do iFood de investir R$ 24 bilhões até março de 2027, o que indica a importância estratégica que a empresa dá a esse mercado.

Vale lembrar o contexto: o iFood domina o delivery de comida no Brasil, mas enfrenta agora a concorrência mais acirrada da Keeta, braço do gigante chinês Meituan. Diversificar para o setor de benefícios corporativos é uma forma de a empresa reduzir a dependência do negócio principal e abrir novas fontes de receita, aproveitando a base de restaurantes e estabelecimentos já parceiros.

Quem é afetado

O mercado de vales-refeição e vales-alimentação no Brasil é grande: movimenta cerca de R$ 150 bilhões por ano e atende mais de 20 milhões de consumidores, segundo Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios. Hoje, iFood Benefícios e Caju processam, cada um, aproximadamente R$ 1,3 bilhão em transações mensais. Juntas, as duas empresas passarão a atender cerca de 135 mil clientes corporativos e 3 milhões de usuários ativos, segundo informações repassadas por Freitas.

O negócio em números
R$ 150 bimercado anualmovimentado por vales-refeição e vales-alimentação no Brasil.
135 milclientes corporativosserá a base combinada de iFood Benefícios e Caju.
3 milhõesusuários ativospassarão a usar os benefícios das duas empresas juntas.

Se a sua empresa já usa os serviços da Caju ou do iFood Benefícios, é provável que, com o tempo, haja alguma integração entre as plataformas, seja em sistemas de gestão, aplicativos usados pelos funcionários ou rede de estabelecimentos credenciados. Para empresários que ainda não usam nenhum dos dois, a consolidação pode significar um fornecedor mais robusto, com mais escala e, possivelmente, mais recursos de tecnologia para facilitar a gestão do benefício.

Prazos e próximos passos

A aquisição ainda não está confirmada de forma definitiva: ela depende da aprovação do Banco Central e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão responsável por avaliar se operações desse tipo prejudicam a concorrência. Segundo Eduardo Del Giglio, cofundador e CEO da Caju, a expectativa é que o processo seja concluído no próximo ano. Ou seja, por enquanto, nada muda imediatamente na operação das duas empresas, que devem continuar funcionando normalmente até que as aprovações regulatórias sejam finalizadas.

Para o empresário que administra o benefício de seus funcionários, o recado prático é: acompanhe as comunicações oficiais das empresas nos próximos meses. Mudanças em contratos, condições comerciais ou plataformas costumam ser anunciadas com antecedência, e é importante entender se há impacto na forma como o vale é usado, em taxas cobradas ou na rede de estabelecimentos aceitos. Se a aprovação regulatória avançar como previsto, o mercado de benefícios corporativos no Brasil ganhará um player ainda mais forte, o que pode, inclusive, pressionar concorrentes a melhorar suas próprias ofertas.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.