Pular para o conteúdo
VoltarCuriosidades

HP tem nova CEO: quem é Emma Walmsley e o que isso muda para o setor

05/11/2026 16:534 min de leituraAtualizado há 2 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A HP Inc tem nova comandante. Emma Walmsley, que liderou a farmacêutica britânica GSK por quase nove anos, assumiu como CEO da fabricante de computadores em substituição a Bruce Broussard, que ocupava o cargo de forma interina desde fevereiro. A troca de comando acontece num momento delicado para o setor de tecnologia: uma escassez de chips de memória tem elevado os preços dos componentes e provocado uma forte retração nas vendas de PCs.

Para você, empresário ou gestor, esse tipo de movimento em uma gigante global merece atenção por um motivo prático: a HP é fornecedora de equipamentos para empresas de todos os portes, e o cenário de escassez de chips de memória que a nova CEO vai enfrentar tende a se refletir em preços e prazos de entrega de notebooks, desktops e outros equipamentos de TI usados no dia a dia do seu negócio.

Quem é Emma Walmsley

Aos 57 anos, Walmsley nasceu em Barrow-in-Furness, na Inglaterra, filha de um ex-oficial da Marinha Real que depois chefiou as aquisições de defesa do Reino Unido. Formada em estudos clássicos e línguas modernas pela Universidade de Oxford, ela construiu boa parte da carreira longe do setor farmacêutico ou de tecnologia: foram 17 anos na L'Oréal, passando por cargos de marketing e gestão em Londres, Paris, Nova York e Xangai, até chegar à gerência-geral da divisão de produtos de consumo da empresa na China, onde supervisionou marcas como L'Oréal Paris, Maybelline e Garnier.

Em 2010, ingressou na GSK e, em 2017, tornou-se a primeira mulher a comandar a farmacêutica britânica. À frente da companhia, conduziu o spin-off da divisão de saúde de consumo, que deu origem à Haleon, e trabalhou para fortalecer as áreas de medicamentos e vacinas, mesmo com investidores questionando por vezes a força dos futuros lançamentos da empresa. Ela também liderou a GSK durante a pandemia de COVID-19, enfrentou uma tentativa fracassada da Unilever de comprar os ativos de consumo da farmacêutica e lidou com a pressão de acionistas ativistas como Elliott e Bluebell.

Walmsley deixou a GSK no fim de 2025, justamente num momento em que as grandes farmacêuticas enfrentavam políticas tarifárias dos Estados Unidos, maior fiscalização sobre preços de medicamentos e a necessidade de repor receitas perdidas com a expiração de patentes. Atualmente, ela também integra o conselho de administração da Microsoft há sete anos e recebeu, em 2020, o título de Dame Commander da Ordem do Império Britânico pelos serviços prestados à indústria farmacêutica e aos negócios.

Trajetória de Emma Walmsley
17 anosna L'Oréalpassou por marketing e gestão em quatro países antes de liderar a divisão de consumo na China.
9 anoscomo CEO da GSKfoi a primeira mulher a comandar a farmacêutica britânica, de 2017 até o fim de 2025.
7 anosno conselho da Microsoftcargo que ela mantém enquanto assume a nova função na HP.

O que muda para o setor de tecnologia

Walmsley chega à HP sem experiência prévia direta no setor de tecnologia ou hardware, vindo de uma carreira construída em cosméticos e farmacêutica. Ainda assim, seu histórico mostra familiaridade com cenários de pressão: conduziu empresas em momentos de crise sanitária, disputas com acionistas ativistas e tentativas de aquisição hostil. Esse repertório pode ser útil agora, já que o desafio imediato declarado é conduzir a HP através da escassez de chips de memória, fator que tem elevado custos de produção e provocado retração nas vendas de computadores pessoais em todo o mundo.

Para empresas que dependem de equipamentos de informática, seja para renovar o parque de máquinas, seja para abrir uma nova filial ou equipar um time em crescimento, esse cenário de escassez e alta de preços dos componentes é o ponto mais concreto a observar. Negociações de compra de equipamentos, contratos de manutenção e planejamento de orçamento de TI podem sentir o reflexo dessa crise no setor, independentemente de qual executivo esteja no comando das fabricantes.

Na prática, a troca de CEO na HP é mais um sinal de que o mercado de tecnologia segue em ajuste. Se você gerencia um negócio que depende de computadores, vale acompanhar como essa movimentação se desdobra nos próximos meses e considerar antecipar decisões de compra de equipamentos caso identifique tendência de alta persistente nos preços, evitando surpresas no orçamento de TI da sua empresa.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.