Pular para o conteúdo
VoltarEmpresarial

Guinness World Records vira consultoria: como marcas usam recordes no marketing

10/08/2026 05:004 min de leituraAtualizado há 24 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Quando você pensa no Guinness World Records, provavelmente lembra do livro que reúne recordes curiosos, como a pessoa mais alta do mundo ou o bolo mais gigante já assado. Mas essa imagem está cada vez mais distante da realidade do negócio. Em 2025, consultoria para empresas, conteúdo digital, televisão, entretenimento ao vivo e comércio eletrônico já respondem por 71% do faturamento da companhia. O livro, que completou 70 anos, continua existindo, mas não é mais o carro-chefe financeiro da marca.

Para você que administra uma empresa, esse detalhe importa porque revela uma oportunidade concreta: o Guinness transformou a credibilidade construída ao longo de sete décadas em um serviço que pode ser contratado. Segundo Nicole Pando, vice-presidente da companhia para as Américas, o objetivo agora é "diversificar o modelo de negócios" para alcançar consumidores por diferentes canais, e isso inclui parcerias comerciais com marcas de todos os tamanhos.

Como funciona a parceria com empresas

O Guinness separa claramente dois caminhos. Uma pessoa física ou grupo que quer bater um recorde por realização pessoal pode se inscrever gratuitamente, e é o que acontece com cerca de 98% dos pedidos recebidos pela empresa. Já quando uma empresa quer usar uma tentativa de recorde para divulgar produtos, aumentar vendas ou engajar clientes, é necessário fechar um contrato pago, dentro da estrutura chamada GWR for Business, criada em 2009.

Esse contrato pode incluir desde a escolha do recorde mais adequado até a elaboração das regras, a análise das provas e o envio de um juiz oficial para acompanhar o evento ao vivo. O valor cobrado varia conforme o alcance da campanha, o uso da marca Guinness em materiais de divulgação e os serviços contratados. Um ponto que você precisa ter claro antes de fechar negócio: pagar pelo serviço não garante que o recorde será alcançado. A responsabilidade pelo resultado é inteiramente da empresa contratante, o Guinness apenas avalia e certifica.

Tipo de solicitaçãoQuem usaCusto
Tentativa pessoalIndivíduos e pequenos gruposGratuito (cerca de 98% dos pedidos)
Tentativa comercialEmpresas e organizaçõesPago, via contrato com o GWR for Business

Por que isso pode interessar ao seu negócio

A lógica por trás desse tipo de ação é simples: um recorde bem planejado não termina no certificado. Ele pode virar campanha publicitária, conteúdo para redes sociais, material para televisão e até experiência presencial para o público, algo que amplia bastante o retorno sobre o investimento feito na certificação. Segundo Pando, é justamente essa capacidade de "contar uma história envolvente" que atrai empresas em busca de conexão com o consumidor e de uma forma diferente de comunicar produtos ou causas.

O Brasil, aliás, aparece como um dos mercados em destaque nessa expansão. Pando afirma ter visto um crescimento notável na América Latina e no Brasil, muitas vezes puxado por eventos ligados a tradições culturais, causas como sustentabilidade ou grandes momentos, como a Copa do Mundo. Isso significa que a demanda por esse tipo de ação por aqui já é reconhecida pela própria matriz internacional da companhia.

Em números, a operação global do Guinness recebeu pouco mais de 49 mil inscrições de recordes em 2025, vindas de 190 países, das quais 3.247 foram aprovadas. No mesmo período, a empresa participou de 1.288 ativações de marca, ou seja, campanhas comerciais que usaram a estrutura de recordes como ferramenta de marketing. A companhia também mantém uma base com mais de 60 mil títulos de recordes já registrados, que pode servir de ponto de partida para quem quer planejar uma ação e ainda não sabe qual categoria explorar.

Como se preparar

Se você avalia usar um recorde Guinness como estratégia de marca, vale entender que o processo passa por planejamento prévio, contrato formal e participação de um juiz oficial no dia do evento, o que exige organização com antecedência e não deve ser tratado como uma ação de última hora. Também é importante alinhar expectativas internamente: o investimento cobre a estrutura de avaliação e o uso do selo de autenticidade da marca, mas não assegura o sucesso da tentativa. Empresas que já usaram esse tipo de ação costumam aproveitar o momento para gerar conteúdo em várias frentes, desde redes sociais até matérias para veículos de comunicação, o que ajuda a diluir o custo com um retorno de exposição mais amplo. Antes de decidir, procure mapear se existe algum recorde relacionado ao seu setor, produto ou causa que faça sentido com a identidade da sua marca, e busque orientação especializada para estruturar o contrato e os custos envolvidos.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.