Grupo Kefraya tem novo CEO: o que muda para o setor de ensino em saúde
02/09/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 1 dia
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
O Grupo Kefraya, holding dedicada à educação e ao treinamento de profissionais de saúde, tem novo comandante. Felipe Kotait Borba assume o cargo de CEO com a missão de unir as diferentes marcas do grupo e impulsionar um plano ambicioso de crescimento. Para quem acompanha o setor de ensino especializado em saúde, a movimentação sinaliza uma nova fase de consolidação e organização entre empresas que, até então, atuavam de forma mais independente.
Fundado por Mohamad Abou Wadi e com investimento de Chaim Zaher e da gestora Crescera Capital, o Grupo Kefraya reúne seis marcas voltadas à especialização de médicos, dentistas e outros profissionais da área. Entre elas estão o Instituto Orofacial das Américas, o Instituto Lapidare for Future e a Jovié Aesthetics School. Hoje, a holding conta com mais de 70 unidades espalhadas por 16 estados brasileiros.
Quem é o novo CEO
Felipe Kotait Borba chega ao cargo com mais de 25 anos de experiência de mercado e mestrado em gestão pela FGV. Antes de assumir o Grupo Kefraya, ele conduziu o processo de recuperação da Universidade Celso Lisboa, entre 2023 e 2026. Sua trajetória profissional também passa por empresas de setores distintos, como Hospital Care, Grupo Abril e C&A, o que reforça um perfil voltado à gestão de negócios em transformação.
O que muda com a nova gestão
O principal desafio de Borba será integrar as seis marcas do grupo, hoje operando como um ecossistema de especialização voltado principalmente a médicos e dentistas. Segundo o novo executivo, o foco é ampliar a geração de valor a partir das competências que já existem dentro da própria estrutura, ou seja, fazer com que as marcas se complementem em vez de competir entre si por espaço e recursos.
Essa integração tem um objetivo claro: dobrar o tamanho do grupo em dois anos. Para empresários e gestores que atuam como fornecedores, parceiros ou concorrentes no setor de educação em saúde, essa meta indica que o Grupo Kefraya deve intensificar aquisições, expandir unidades e ampliar a oferta de cursos e treinamentos nos próximos anos.
Esses números ajudam a entender o porte do desafio de Borba. Dobrar o tamanho de uma operação que já fatura R$ 350 milhões e atua em 16 estados exige não apenas expansão geográfica, mas também eficiência na gestão das marcas já existentes, evitando dispersão de esforços e recursos.
Para gestores de negócios que dependem de mão de obra qualificada na área de saúde, como clínicas, consultórios e centros de estética, o movimento do Grupo Kefraya merece atenção. Uma holding mais integrada e em expansão pode significar mais opções de cursos e treinamentos disponíveis no mercado, além de possíveis parcerias regionais à medida que as unidades se multiplicam pelo país.
Nos próximos meses, o mercado deve acompanhar como a nova gestão vai conduzir a integração das seis marcas e quais passos serão dados em direção à meta de dobrar de tamanho. Para empresas do setor, é um bom momento para observar movimentos de expansão, eventuais parcerias e novas unidades que possam surgir na região onde atuam.
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