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29/07/2026 09:30· 3 min de leitura· Trabalhista
Atualizado há 2 horas

Fim da escala 6x1: discussão continua no Senado em agosto

Fim da escala 6x1: discussão continua no Senado em agosto
Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A retomada do debate sobre o fim da escala 6x1 no Senado Federal é um assunto que merece atenção de todo empresário que lida com escalas de trabalho, especialmente em setores como comércio, serviços e indústria. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 pode reduzir a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, sem redução de salário, e acabar com o modelo em que o funcionário trabalha seis dias seguidos e folga apenas um. Se aprovada, a mudança altera diretamente a forma como você organiza turnos, contrata e calcula custos com pessoal.

O texto já passou pela Câmara dos Deputados e chegou ao Senado no fim de maio. Desde então, está em análise nas comissões, sob condução do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Ao longo desse período, o Senado ouviu tanto representantes do setor empresarial quanto centrais sindicais, o que mostra que a proposta ainda gera divergência entre quem representa os empregadores e quem representa os trabalhadores.

O que muda na prática

Se a PEC for aprovada, a Constituição passa a prever jornada semanal de 40 horas em vez das atuais 44, mantendo a remuneração. Além disso, a escala 6x1 deixa de existir como modelo válido, o que obriga empresas que usam essa organização de turnos a repensar escalas, contratações e, possivelmente, custos operacionais. Para negócios que dependem de funcionamento contínuo, como comércio varejista, alimentação e alguns serviços, essa é uma mudança que pode exigir ajustes na gestão de pessoal e no dimensionamento de equipes.

Quem está pressionando para votar e quem quer esperar

Há uma divisão clara entre os senadores sobre o momento ideal para votar a matéria. De um lado, parlamentares como Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, Paulo Paim (PT-RS) e Cleitinho (Republicanos-MG) defendem que a votação aconteça já em agosto, mesmo em ano eleitoral. Paim argumenta que o tema não deveria ser tratado como disputa partidária, mas sim como interesse direto dos trabalhadores, e cita países com jornadas menores que registram maior produtividade por hora trabalhada.

Do outro lado, senadores como Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, defendem que a discussão seja aprofundada fora do período eleitoral, evitando decisões apressadas sobre um tema com tanto impacto econômico. Já Jayme Campos (União-MT) afirma que pretende votar a favor da PEC, mas defende que a análise leve em conta, ao mesmo tempo, o descanso dos trabalhadores, a competitividade das empresas e a geração de empregos, ou seja, um equilíbrio entre os interesses envolvidos.

Prazos que você deve acompanhar

O Senado definiu duas semanas de esforço concentrado que podem ser decisivas para o andamento da proposta: entre 10 e 14 de agosto, e entre 31 de agosto e 3 de setembro. Essas datas foram alinhadas com o calendário da Câmara dos Deputados para permitir que as duas Casas trabalhem de forma coordenada. É justamente nesses períodos que a expectativa de avanço da PEC é maior, segundo os próprios parlamentares que acompanham o tema.

ItemSituação atualProposta da PEC 221/2019
Jornada semanal máxima44 horas40 horas
Escala 6x1PermitidaExtinta
RemuneraçãoBase atualMantida sem redução
Situação da tramitaçãoEm análise nas comissões do SenadoPossível votação em agosto

Vale lembrar que a PEC ainda precisa passar pelas comissões antes de ir a plenário, e que o próprio Senado reconhece a necessidade de ouvir diferentes setores antes de decidir. Isso significa que, mesmo com a expectativa de votação em agosto, ainda existe caminho a percorrer até que a mudança se torne, de fato, realidade.

Diante desse cenário, o mais indicado é acompanhar de perto a tramitação da proposta e já começar a mapear, dentro da sua empresa, quais funções e escalas seriam impactadas caso a jornada de 40 horas e o fim do modelo 6x1 sejam aprovados. Antecipar esse levantamento evita surpresas e permite planejar com mais tranquilidade eventuais ajustes em contratações, turnos e custos com pessoal, caso a mudança avance nos próximos meses.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

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