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Fed deve manter juros em outubro: veja o que muda para empresas no Brasil

20/10/2026 14:153 min de leituraAtualizado há 1 dia

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se você acompanha notícias econômicas mesmo sem lidar diretamente com o mercado internacional, vale prestar atenção ao que vai acontecer no dia 28 de outubro. Nessa data, o banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), se reúne para decidir o rumo dos juros americanos. E essa decisão, mesmo tomada do outro lado do mundo, acaba influenciando o câmbio, o custo de importações e até as taxas de juros praticadas aqui no Brasil.

A expectativa predominante entre investidores é de que o Fed vá manter os juros parados nessa reunião de outubro. Mas isso não significa que o aperto monetário americano tenha terminado: o mercado já aposta com bastante convicção que uma nova alta deve acontecer na reunião seguinte, marcada para 9 de dezembro.

Por que o Fed ainda está apertando os juros

Nos Estados Unidos, a inflação está acima da meta de 2% ao ano há cinco anos seguidos, e os dados mais recentes ainda não mostram sinais claros de que ela esteja convergindo para esse patamar. Isso mantém o Fed em uma postura de cautela, discutindo não se vai subir os juros, mas quando isso deve acontecer.

Parte importante dessa pressão inflacionária vem da alta dos preços de energia, agravada por interrupções no fornecimento vindas do Oriente Médio, em meio ao conflito entre a região e o Irã. O problema é que esses custos mais altos de energia podem estar se espalhando para outros produtos e serviços, que dificilmente recuam de preço com a mesma rapidez. Na última reunião, em setembro, a maioria dos dirigentes do Fed já projetava pelo menos mais um aumento de juros neste ano, e alguns deles previam até dois.

O que o mercado espera do Fed
80%chance de juros parados em outubrosegundo projeções de mercado para a reunião de 28 de outubro.
9 de dezembropróxima reunião do Feddata em que o mercado espera uma nova alta de juros.
3,75% a 4%faixa atual dos juros americanospodendo chegar a 5% se o ciclo de altas continuar até 2027.

O que acompanhar na decisão de outubro

Caso os juros realmente fiquem parados, um ponto que vale observar é se algum dirigente do Fed vai discordar publicamente da decisão, defendendo um aumento imediato. Isso já aconteceu antes: em julho, três dirigentes votaram contra a manutenção dos juros e defenderam alta, ficando em minoria. Meses depois, em setembro, a alta de fato ocorreu. Ou seja, votos dissidentes podem ser um sinal antecipado de para onde a política de juros está caminhando.

Outro ponto de atenção é o horizonte mais longo. Hoje, o mercado já imagina que o Fed pode entrar em uma nova sequência de altas consecutivas a partir do início de 2027, levando os juros de curto prazo para perto de 5%, bem acima da faixa atual de 3,75% a 4%. Como o atual presidente do Fed tem evitado dar sinalizações antecipadas sobre os próximos passos, o mercado tem menos previsibilidade do que em outros momentos, o que tende a aumentar a volatilidade em torno de cada reunião.

Existe ainda um cenário menos provável, mas que não pode ser descartado: o Fed decidir subir os juros já em outubro, antes do esperado. Se isso acontecer, pode forçar investidores do mundo todo a reverem suas apostas sobre até onde os juros americanos vão subir e com que velocidade.

Por que isso importa para o seu negócio

Decisões do Fed afetam o fluxo de capital internacional, o valor do dólar e, consequentemente, o custo de produtos importados, insumos e equipamentos usados por empresas brasileiras. Juros mais altos nos Estados Unidos tendem a atrair investimentos para lá, pressionando o dólar para cima e encarecendo tudo que sua empresa compra ou negocia em moeda estrangeira. Se você trabalha com importação, exportação ou tem dívidas atreladas ao câmbio, vale acompanhar os próximos desdobramentos, especialmente a reunião de dezembro, apontada pelo mercado como o momento mais provável de uma nova alta de juros nos Estados Unidos.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.