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30/07/2026 05:00· 3 min de leitura· Tecnologia
Atualizado há 2 horas

Ex-Executiva da Meta Usa IA para Solucionar a Crise de Empregos da Geração Z

Ex-Executiva da Meta Usa IA para Solucionar a Crise de Empregos da Geração Z
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Uma executiva que ajudou a construir ferramentas de inteligência artificial para vendas dentro da Meta decidiu trocar o cargo por uma missão diferente: enfrentar a crise de empregos que atinge jovens recém-formados nos Estados Unidos. Clara Shih, que liderou a área de IA para negócios da empresa e antes foi CEO da Salesforce AI, criou em abril de 2026 a New Work Foundation, organização sem fins lucrativos dedicada a ajudar a Geração Z a se recolocar em um mercado de trabalho cada vez mais automatizado. A história é norte-americana, mas o problema que ela descreve, o de empresas automatizando funções de entrada e reduzindo vagas para iniciantes, já é uma realidade que também aparece em setores como contabilidade, marketing, vendas e tecnologia no Brasil.

O ponto de virada para Shih veio de dentro da própria Meta. Ao lançar um agente de IA capaz de responder clientes, lembrar preferências e até negociar descontos para fechar vendas, ela percebeu que o retorno das empresas usuárias não era só positivo: muitas relataram que não precisavam mais de parte de suas equipes. Ao mesmo tempo, ela ouvia de familiares mais jovens relatos de dificuldade para conseguir o primeiro emprego, incluindo casos de propostas de trabalho canceladas antes mesmo de começarem.

O tamanho do problema

Os números que motivaram Shih a agir vêm do Federal Reserve Bank de Nova York: 5,6% dos recém-formados americanos entre 22 e 27 anos estão desempregados, e 41,5% estão subempregados, ou seja, trabalhando em funções que não aproveitam sua formação. Na prática, quase metade dos jovens graduados está fora do mercado ou desperdiçando qualificação. Para Shih, isso não é só um problema individual: é uma questão que afeta a base de contribuintes e eleitores das próximas décadas, já que tarefas de nível inicial, justamente as que costumavam servir de porta de entrada para carreiras, estão sendo cada vez mais automatizadas pela IA.

Como a New Work Foundation está agindo

A fundação estrutura sua atuação em três frentes. A primeira é uma plataforma de conteúdo chamada "dear [CC]", com podcast e vídeos curtos que explicam, função por função, como a IA está mudando empregos de entrada em áreas como marketing, vendas, engenharia de software e contabilidade, sem tratá-los como profissões fadadas ao desaparecimento, mas como funções que exigem novas habilidades específicas em IA. A segunda é o "Field Report", uma espécie de explorador de vagas que cruza dados de mercado para mostrar se as oportunidades de nível inicial em determinada área estão crescendo ou encolhendo, além do salário médio inicial do setor. A terceira, batizada JobClaw, ainda em fase de testes, analisa descrições de vagas para as quais o candidato não foi aprovado e aponta lacunas de experiência ou de treinamento em IA que precisam ser preenchidas, chegando a indicar estágios ou trabalhos voluntários para suprir essa falta.

PilarFunção principal
dear [CC]Conteúdo educativo sobre como a IA muda funções de entrada por área profissional
Field ReportDados sobre vagas disponíveis, tendências de contratação e salários iniciais por setor
JobClawDiagnóstico de lacunas de experiência e habilidades para candidaturas específicas

Shih também chama atenção para um desalinhamento mais profundo entre quem procura emprego e onde as vagas realmente existem. Segundo ela, boa parte do crescimento de contratações hoje acontece em setores como lazer, hospitalidade e saúde, áreas distantes da formação de quem se graduou em contabilidade, administração ou tecnologia. Some-se a isso o fato de que muitas vagas exigem experiência prévia, criando um impasse clássico para quem está começando: sem experiência não é contratado, e sem ser contratado não consegue ganhar experiência. Ela ainda aponta um terceiro fator incômodo: algumas empresas mantêm vagas abertas sem intenção real de preenchê-las, apenas para sinalizar crescimento a investidores, o que engana candidatos que aplicam repetidamente sem retorno.

O que isso significa para o seu negócio

Para você que gerencia uma empresa ou um escritório, o relato de Shih funciona como um alerta prático. Se a inteligência artificial está assumindo tarefas repetitivas de nível inicial, como triagem de dados, atendimento padrão ou lançamentos contábeis básicos, o caminho mais inteligente não é simplesmente cortar posições júnior, mas redesenhar essas funções para que os jovens profissionais aprendam a operar com IA em

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