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EUA e China reduzem tarifas: o que muda para empresas que importam ou exportam

27/09/2026 11:123 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Estados Unidos e China fecharam um acordo para reduzir tarifas sobre US$ 30 bilhões em mercadorias e começar a conversar formalmente sobre inteligência artificial. O anúncio veio depois de uma visita do presidente chinês Xi Jinping a Washington, com encontro direto com o presidente Donald Trump. Para você que depende de insumos importados, vende para o mercado americano ou chinês, ou usa tecnologia baseada em IA, esse movimento pode significar mudanças de custo e de regras nos próximos meses.

O que muda

A redução de tarifas vale para produtos classificados como "não sensíveis" e vai nas duas direções. Do lado americano, itens como produtos agrícolas, madeira e cosméticos exportados para a China devem ficar mais baratos para o comprador chinês. Do lado chinês, produtos como pequenos eletrodomésticos, brinquedos e artigos de decoração exportados para os Estados Unidos também ganham tratamento tarifário mais favorável. Na prática, isso pode baixar o custo de importação desses itens e tornar as exportações desses setores mais competitivas nos dois países.

Além da questão tarifária, os dois governos decidiram criar um conselho comercial conjunto e dar continuidade a negociações que já vinham acontecendo em Kuala Lumpur. Esse movimento é parte de uma trégua comercial mais ampla entre as duas maiores economias do mundo, que havia sido prorrogada por dois meses e estava com prazo para vencer em 10 de novembro. Ou seja, o que foi anunciado agora é um passo dentro de uma negociação maior, que ainda está em andamento e pode trazer novos desdobramentos.

Quem é afetado

Se o seu negócio importa ou exporta qualquer um dos produtos citados, vale acompanhar de perto como essas mudanças tarifárias serão detalhadas e aplicadas na prática. Empresas que compram matéria-prima ou insumos dos Estados Unidos, como madeira, também podem sentir efeito no custo final. Do outro lado, quem revende ou fabrica com componentes chineses, como eletrodomésticos e brinquedos, pode ter espaço para repensar preços e margens.

O acordo em números
US$ 30 bilhõesem mercadoriasvolume de produtos não sensíveis com tarifas reduzidas nas duas direções.
2 mesesde trégua comercialprazo estendido antes do vencimento original em 10 de novembro.

Outro ponto que merece atenção é o diálogo sobre inteligência artificial. Os dois países combinaram manter conversas regulares sobre riscos e benefícios da tecnologia, com uma nova rodada de discussões prevista para novembro, e vão criar um canal de comunicação específico para tratar de incidentes relacionados a IA. Para empresas brasileiras que usam ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas nos Estados Unidos ou na China, esse tipo de entendimento entre os dois países pode influenciar, no médio prazo, como essas tecnologias são reguladas e oferecidas globalmente.

Como se preparar

Como o acordo ainda depende de detalhamento e regulamentação para valer na prática, o mais importante agora é acompanhar as próximas etapas dessa negociação. Se você trabalha com comércio exterior, vale mapear se os produtos que você importa ou exporta estão entre os beneficiados pela redução tarifária. Se a resposta for sim, pode ser um bom momento para revisar contratos, prazos de entrega e estratégias de precificação, já pensando em um cenário de custos menores.

Para quem usa tecnologia de IA no dia a dia do negócio, o recado é mais de atenção do que de ação imediata: o diálogo entre os dois países ainda está em fase inicial, mas pode sinalizar mudanças regulatórias adiante. Fique de olho nos próximos anúncios, especialmente os que devem surgir depois da rodada de discussões marcada para novembro, e avalie com seu contador ou consultor de comércio exterior se há impacto direto nas suas operações de importação, exportação ou uso de tecnologia.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.