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Diversificação de negócios: o que aprender com hotelaria e vinhos de luxo

03/08/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 31 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Um grupo empresarial de origem norueguesa e norte-americana, dono de uma das vinícolas mais premiadas do mundo, acaba de anunciar dois movimentos que interessam diretamente ao empresário brasileiro: um investimento de US$ 6 milhões para expandir seu hotel de luxo no Chile e um aporte de US$ 100 milhões para construir um resort vitivinícola a uma hora e meia de São Paulo. Por trás da história de vinhos premiados e suítes exclusivas, há um case concreto de como diversificar receita, testar novos formatos de negócio e planejar expansão com base em números reais, algo que vale para qualquer gestor, independentemente do setor.

O que está por trás do investimento

O Grupo VIK ficou conhecido por transformar um vale isolado no Chile em um complexo de turismo enológico de altíssimo padrão, reconhecido em 2025 como a melhor vinícola do mundo pela publicação The World's 50 Best Vineyards e como o melhor hotel vinícola do planeta pelo World Travel Awards. Esse reconhecimento gerou aumento de demanda, e a resposta da empresa foi reinvestir com recursos próprios: os US$ 6 milhões vão ampliar o hotel de 29 para 43 quartos, com destaque para as suítes de altíssimo padrão, que mais que dobrarão de sete para quinze unidades. É um exemplo direto de como capitalizar um momento de visibilidade de marca em expansão de capacidade operacional, sem depender de financiamento externo.

Além da hospedagem, o grupo aposta em diversificar a experiência oferecida aos hóspedes. As reformas em curso também transformam o antigo spa em um centro de bem-estar completo, com sauna, banho turco, imersões em água fria e quente, sala de ioga e academia. Para quem administra negócios de turismo, hotelaria ou lazer no Brasil, é um lembrete de que ampliar o ticket médio muitas vezes passa por agregar serviços complementares à experiência principal, e não apenas aumentar o número de quartos ou mesas disponíveis.

Por que isso interessa ao Brasil

O ponto mais relevante para o empresário brasileiro é a chegada do grupo ao país. A uma hora e meia de São Paulo, está em construção o VIK Retreat, um resort de alto padrão voltado ao universo do vinho, com investimento de US$ 100 milhões. Esse tipo de aporte estrangeiro em um projeto de grande porte movimenta toda uma cadeia local, de construção civil a fornecedores de alimentos e bebidas, hotelaria, eventos e serviços especializados. Empresas brasileiras que atuam nesses setores, ou que prestam serviços a investidores internacionais, têm nesse movimento um sinal de oportunidade de negócio na região.

Vale observar também o formato de evento que o grupo já testou no Chile e está trazendo para o Brasil: a festa da colheita, ou vendimia. Em 2025, o evento reuniu 400 visitantes ainda como ação de divulgação de marca. Já em 2026, o hotel operou de forma exclusiva para a data, com 57 diárias vendidas, 100% de ocupação e US$ 82 mil em receita hoteleira ligada diretamente ao evento, além dos ingressos vendidos a cerca de US$ 500 e dos patrocínios captados. Ou seja, o que começava como investimento em imagem passou a gerar caixa direto. No dia 26 de setembro, a marca realiza a segunda edição desse evento no Brasil, o que pode servir de referência para negócios locais que pensam em transformar ações de marketing em fontes efetivas de receita.

Diversificação de portfólio como estratégia de negócio

Outro ponto que merece atenção é a forma como o grupo trabalha o portfólio de produtos. Ao final do ano, apenas 1.600 garrafas de um blend específico chegam ao mercado, reforçando a estratégia de edição limitada para produtos de maior valor agregado. Ao mesmo tempo, a empresa lança rótulos com propostas variadas, do vinho Cabernet Nouveau 2026 a um novo vinho de estilo natural, com menor adição de sulfitos, posicionado como uma das opções mais acessíveis da linha. É uma lição válida para negócios de qualquer porte: ter produtos de entrada, intermediários e premium ajuda a atender públicos diferentes sem perder a identidade da marca.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.