Desenrola Adimplentes: prazo para renegociar dívida vai até outubro de 2026
30/09/2026 14:002 min de leituraAtualizado há 1 hora
Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Se você é empresário, mas atua ou tem sócios e colaboradores na informalidade, vale ficar atento: o governo prorrogou por mais 30 dias o prazo do Desenrola Adimplentes, programa de renegociação de dívidas voltado a trabalhadores informais. Agora, a data limite para fechar negócio é 26 de outubro de 2026.
O programa permite renegociar dívidas de crédito pessoal sem garantia, com valor de até R$ 15 mil, em condições de juros bem mais baixas do que as praticadas normalmente no mercado para esse público.
Quem pode participar
O Desenrola Adimplentes é destinado especificamente a trabalhadores informais que contrataram operações de crédito pessoal sem garantia. Para se enquadrar, é preciso ter pago pelo menos quatro parcelas do financiamento e estar com os pagamentos em dia, ou com atraso inferior a 90 dias.
A lógica por trás do programa é simples: trabalhadores informais costumam ter dificuldade para comprovar renda e, por isso, acabam pagando juros mais altos quando precisam de crédito. O Desenrola Adimplentes tenta corrigir essa distorção oferecendo uma porta de saída com taxas mais acessíveis.
Por que o prazo foi prorrogado
A medida provisória que criou o Desenrola Adimplentes foi publicada em 29 de junho, mas as renegociações só começaram de fato em 10 de agosto. Esse atraso aconteceu porque foi preciso ajustar as regras de participação das instituições financeiras, depois de pedidos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que operam o programa.
Como o prazo original era de 90 dias e boa parte desse período foi consumido só para colocar o programa em funcionamento, o governo decidiu estender o prazo em mais 30 dias. Essa nova data, 26 de outubro de 2026, também é quando termina a validade da medida provisória que criou a iniciativa, agora chamada de Desenrola 3.0.
Vale lembrar que o programa enfrentou resistência dos bancos privados desde o início, já que trata de dívidas ainda não vencidas e de um público específico. Para tentar aumentar a adesão das instituições financeiras, o governo incluiu a possibilidade de portabilidade de crédito, permitindo que bancos públicos ofereçam condições melhores de repactuação. Mesmo assim, a adesão ficou abaixo do esperado.
Se você tem funcionários, prestadores de serviço ou conhece trabalhadores informais endividados, essa prorrogação é uma chance a mais para que organizem as finanças com juros mais baixos. Fique atento ao prazo final e verifique com o banco se a dívida se enquadra nos critérios do programa antes que o período se encerre.
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