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Denza: marca chinesa já é a 2ª mais vendida no premium no Brasil

01/10/2026 15:174 min de leituraAtualizado há 4 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se você acompanha o mercado de carros premium no Brasil ou atua em algum setor que depende dele, como concessionárias, seguradoras, locadoras ou empresas de frota, vale prestar atenção a um movimento que vinha se desenhando nos últimos meses e se confirmou em setembro: a chinesa Denza, marca do grupo BYD, se firmou como a segunda colocada no segmento premium, superando nomes tradicionais como Mercedes-Benz e Audi.

Em setembro, a Denza emplacou 698 veículos, o equivalente a 18,4% de participação no segmento premium. A BMW seguiu na liderança, com 1.230 unidades e 32,4% do mercado. Mercedes-Benz ficou em terceiro, com 496 carros, e a Denza vendeu 202 unidades a mais que a marca alemã no mês. O segmento premium brasileiro, vale lembrar, é pequeno: foram apenas 3.795 carros emplacados no total em setembro.

Um modelo só explica quase tudo

O avanço da Denza não é um fenômeno de portfólio amplo, mas de um único produto: o SUV híbrido plug-in B5. Ele registrou 646 emplacamentos em setembro e, pelo quarto mês seguido, foi o carro premium mais vendido do Brasil, à frente do BMW X1, que ficou em segundo com 489 unidades. Enquanto a BMW distribui vendas entre vários modelos (X1, 320i, X3, X2 e X5 entre os mais vendidos), a Denza concentra praticamente todo o resultado no B5.

Há, porém, um sinal de que isso começa a mudar. O Z9 GT, outro modelo da marca, somou 52 emplacamentos em setembro e, junto com o B5, explica exatamente os 698 carros vendidos pela Denza no mês. O Z9 GT ainda traz uma novidade tecnológica ao país: um sistema de recarga ultrarrápida capaz de levar a bateria de 10% a 70% em cinco minutos, com a primeira estrutura instalada em Brasília. Um terceiro modelo, o D9, já está em pré-venda. Para quem avalia investir em infraestrutura de recarga ou negócios ligados à mobilidade elétrica, esse é um indicativo de que a marca pretende ampliar o portfólio, e não depender de um único carro.

Mercado premium em setembro
18,4%participação da Denza698 carros emplacados, na vice-liderança do segmento premium.
32,4%participação da BMW1.230 unidades vendidas, mantendo a liderança do mercado.
202 carrosdiferença para a Mercedes-Benzterceira colocada, com 496 unidades emplacadas no mês.

Por que isso acontece agora

O movimento da Denza não é isolado: reflete duas tendências que já vinham ganhando força no consumo premium. Em agosto, os SUVs responderam por 74,2% das vendas do segmento, contra 58% um ano antes, e mais da metade dos carros premium vendidos naquele mês (53,7%) já era eletrificada. O B5 está exatamente no cruzamento dessas duas preferências: é um SUV e um híbrido plug-in, o que ajuda a explicar por que o modelo encontrou tanta aceitação em tão pouco tempo.

Esse avanço também acompanha uma mudança mais ampla no mercado brasileiro como um todo, não apenas no premium. Em setembro, as marcas chinesas responderam por 21,4% de todos os emplacamentos de veículos leves no país, total de 56.766 unidades. Um ano antes, no mesmo mês, eram 23.422 carros e 10,1% de participação. Ou seja, em doze meses o volume mais que dobrou. Os eletrificados seguiram caminho parecido: 60.821 veículos desse tipo foram emplacados em setembro, 22,9% do total, ante 11,4% um ano antes, crescimento de 129% em volume.

O que isso significa para o seu negócio

Se a sua empresa compra ou renova frota, atua com venda ou manutenção de veículos, ou presta serviços financeiros e de seguro ligados ao setor automotivo, esse cenário já deve entrar no seu planejamento. A presença crescente de marcas chinesas no segmento premium, historicamente dominado por europeias, pode significar novas opções de custo e configuração para frotas corporativas, mas também exige atenção a fatores como rede de assistência técnica, disponibilidade de peças e infraestrutura de recarga, especialmente para quem avalia veículos eletrificados.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, a Denza ainda aparece em quarto lugar no ranking do segmento premium, com 3.258 unidades e 9,4% de participação, atrás de BMW, Volvo e Mercedes-Benz. Mas o ritmo recente mostra uma marca disputando a vice-liderança mês a mês, o que indica uma mudança de postura mais rápida do que o resultado acumulado sugere à primeira vista. Para quem toma decisões de compra ou investimento no setor, vale acompanhar os próximos meses para ver se esse movimento se consolida ou se é um pico pontual ligado ao sucesso de um único modelo.

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