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Delta investe US$ 1 bi em nova classe executiva; Brasil entra em 2027

21/10/2026 05:004 min de leituraAtualizado há 21 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se o seu negócio depende de viagens corporativas ou você mesmo viaja com frequência a trabalho, vale ficar de olho: a Delta Airlines acaba de anunciar o maior investimento da sua história, US$ 1 bilhão, para renovar por completo a classe executiva Delta One. A mudança inclui suítes novas, cardápio reformulado e carta de vinhos ampliada, e deve chegar às rotas de São Paulo em março de 2027.

O que muda

A reforma vai equipar 42 aviões Airbus A350-1000 com uma configuração totalmente nova de classe executiva. As poltronas deixam de ser compartilhadas e passam a ser suítes individuais, fechadas, com mais privacidade. As camas totalmente planas ganham dois metros de comprimento e estofado extra, e as telas de entretenimento aumentam de 18 para 24 polegadas.

O capricho também aparece nos detalhes: cobertores, travesseiros, pantufas e nécessaires passam a ser assinados pela marca italiana Missoni, com estampas trocadas a cada seis meses. Os kits de bem-estar incluem produtos da marca australiana Grown Alchemist, com itens como adesivos de hidratação para os olhos.

Mas o investimento mais pesado foi na mesa. A companhia reformulou do zero o programa gastronômico, com pratos como hambúrguer de wagyu, cordeiro braseado e robalo com molho de shoyu e gengibre, além de molhos servidos à mesa pelos comissários, como em um restaurante. A carta de vinhos também foi renovada, com foco em rótulos de peso da Califórnia, incluindo a vinícola Silver Oak e safras de Paul Hobbs, além de parceria ampliada com o champanhe Taittinger.

A renovação da Delta One em números
US$ 1 bilhãoinvestimento totalmaior aporte já feito pela Delta em sua história.
42 aviõesfrota renovadaAirbus A350-1000 com a nova configuração executiva.
R$ 17 milpreço médiovalor aproximado de uma passagem Delta One, somente ida.

Quem é afetado e quando chega ao Brasil

A nova cabine estreia nos voos transoceânicos a partir de Los Angeles já no início de novembro. Para quem viaja do Brasil, a mudança chega mais adiante: a configuração renovada passa a valer nas rotas que partem de São Paulo em março de 2027. Para empresas que contratam passagens executivas com frequência para seus times, é um prazo que vale planejar com antecedência, especialmente se houver negociações de contratos corporativos de viagem em andamento.

Segundo Maurício Parise, VP global de customer experiences da Delta, o movimento responde a uma mudança de comportamento: a demanda pela classe executiva cresceu muito depois da pandemia, e o perfil do passageiro também mudou. Hoje há muito mais viajantes a lazer pagando do próprio bolso, o que eleva a exigência por uma experiência completa, do check-in ao pouso.

Além da cabine, a aposta da companhia também é em terra: os lounges Delta One, já abertos em Nova York, Los Angeles, Seattle e Boston (com Atlanta a caminho), oferecem check-in e segurança separados, área de wellness com massagens, suítes com chuveiro e um restaurante completo de inspiração francesa, com opção de caviar à la carte. Para a Delta, essa experiência em solo já tem影响ado a decisão de clientes na hora de escolher companhia aérea.

Como isso impacta o mercado brasileiro

A companhia reconhece que o Brasil ainda é um desafio de posicionamento: nos Estados Unidos, a Delta é vista como a marca mais respeitada do setor, mas por aqui ainda precisa conquistar esse espaço. Um dos entraves apontados é a falta de voos diretos para Miami, destino historicamente mais procurado pelo viajante brasileiro, o que limitou o conhecimento da marca por parte do público geral.

Ainda assim, a aposta da empresa no país é de longo prazo, com planos de ampliar a oferta de voos e usar aeronaves maiores nas rotas brasileiras. Para gestores que lidam com viagens corporativas internacionais, a movimentação é um sinal de que a concorrência entre companhias aéreas pelo segmento premium deve se intensificar nos próximos anos, o que tende a gerar mais opções e possivelmente pressão de preços no mercado de classe executiva.

Na prática, quem organiza viagens de negócios já pode começar a mapear como essas mudanças afetam contratos corporativos, políticas internas de viagem e o planejamento orçamentário para deslocamentos internacionais a partir de 2027, quando a nova cabine chega às rotas que partem de São Paulo.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.