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Curry ultrapassa US$ 200 milhões: o que isso mostra sobre o mercado esportivo

20/10/2026 14:563 min de leituraAtualizado há 21 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Stephen Curry, armador do Golden State Warriors, está prestes a se tornar o primeiro jogador em atividade da NBA a faturar mais de US$ 200 milhões em um único ano. Somando salário dentro de quadra e contratos de patrocínio, ele deve embolsar US$ 203,6 milhões na temporada, um marco histórico que também aparece na lista mais ampla dos atletas mais bem pagos do mundo. Para você, empresário, o caso interessa menos pelo esporte em si e mais pelo que revela: o tamanho que o mercado de patrocínios esportivos já alcançou e como ele tem crescido de forma acelerada nos últimos anos.

O que está por trás do número

Do total que Curry deve receber, US$ 62,6 milhões vêm do salário pago pelo clube, e US$ 141 milhões vêm de patrocínios e outros negócios fora de quadra, como o novo contrato com a marca chinesa Li-Ning. Essa proporção chama atenção: o valor ganho fora da quadra é mais do que o dobro do salário. Isso mostra como a imagem pessoal de um atleta, quando bem administrada, pode se tornar uma fonte de receita maior do que a atividade principal que o tornou famoso.

Esse padrão não é exclusivo de Curry. Entre os dez jogadores mais bem pagos da NBA nesta temporada, a renda combinada fora de quadra chegou a US$ 469 milhões, quase US$ 90 milhões acima do recorde do ano anterior. Já a renda somada dentro de quadra desses mesmos dez jogadores foi de US$ 489 milhões, puxada para baixo principalmente porque LeBron James aceitou um salário bem menor para seguir competindo por outro título antes de encerrar a carreira.

Um mercado em expansão acelerada

O conjunto dos dez atletas mais bem pagos da NBA deve receber US$ 958 milhões nesta temporada, antes de impostos e comissões, um crescimento de 6% em relação ao recorde do ano passado e mais que o dobro do valor registrado há dez anos. Essa expansão tem relação direta com o crescimento dos negócios da liga: o teto salarial da NBA está em US$ 165 milhões nesta temporada, 75% maior do que era há uma década, porque uma parcela fixa da receita do basquete é destinada aos jogadores por acordo coletivo.

Ainda assim, o crescimento recente foi menor do que alguns esperavam. Mesmo depois de um contrato bilionário de transmissão nacional firmado em 2024, o teto salarial subiu 6,7% nesta temporada, abaixo do limite máximo permitido, em parte por causa de turbulências no mercado de transmissão esportiva regional, que reduziram a receita anual de diversos times da liga.

Renda fora de quadra por esporte (top 10 mais bem pagos)
US$ 469 miNBArecorde entre os dez jogadores mais bem pagos da liga.
US$ 281 miFutebolentre os dez atletas mais bem pagos da modalidade.
US$ 144 miMLBbeisebol profissional dos Estados Unidos.
US$ 84 miNFLfutebol americano profissional.

Essa comparação entre modalidades mostra que o basquete profissional americano se tornou, hoje, o esporte com maior capacidade de gerar receita de patrocínio para seus astros, bem à frente de futebol, beisebol, futebol americano e hóquei. Isso reforça um movimento que já vinha acontecendo: marcas estão dispostas a pagar cada vez mais para associar seu nome a atletas de alta visibilidade, mesmo fora dos contratos esportivos tradicionais.

Outros nomes do ranking seguem lógica parecida. Kevin Durant, do Houston Rockets, deve receber US$ 104,9 milhões, com contratos de marcas como CeraVe e FanDuel, além de investir por meio de seu próprio escritório de gestão de patrimônio. Giannis Antetokounmpo, recém-chegado ao Miami Heat, deve faturar US$ 103,5 milhões, com acordos que incluem participação acionária em empresas como Kalshi e Superpower, uma tendência de atletas que deixam de apenas "emprestar o rosto" para se tornarem sócios das marcas que representam.

Para empresários e gestores, o caso de Curry e companhia serve como um retrato de como o mercado de patrocínio esportivo evoluiu: não se trata mais apenas de estampar uma logomarca, mas de construir parcerias de longo prazo, com participação societária e integração a negócios de mídia, varejo e até tecnologia. Entender esse movimento ajuda a dimensionar o potencial de negócios ligados a imagem, marca pessoal e parcerias estratégicas, inclusive fora do universo esportivo.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.