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Camarão contrabandeado: como funcionam as apreensões da Receita Federal

11/08/2026 06:263 min de leituraAtualizado há 23 dias

Fonte: Receita Federal · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Fiscal e Obrigações, atualizado a cada mudança de norma.

Uma operação conjunta da Receita Federal com a Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina resultou na apreensão de 5.315,4 kg de camarão congelado na BR 470, em Indaial. A carga, avaliada em R$ 780 mil, vinha da fronteira com a Argentina e tinha como destino o litoral catarinense. O motorista, um homem de 45 anos morador do Paraná, foi preso ao final da abordagem.

Para quem trabalha com pescados, distribuição de alimentos ou comércio no varejo, esse tipo de caso não é só uma notícia policial. Ele mostra como o contrabando de mercadorias pode afetar diretamente a concorrência e a segurança de quem compra insumos sem checar a origem.

O que aconteceu

A abordagem ocorreu em um sábado, no início da tarde, quando o caminhão foi parado durante fiscalização na rodovia. Ao verificar a carga, os fiscais constataram que não havia nenhuma documentação de importação regular para os camarões. Também não foi apresentado nenhum documento que comprovasse a regularidade fitossanitária do produto, ou seja, não havia como garantir que a mercadoria havia passado por controles de sanidade exigidos para esse tipo de alimento.

Outro ponto chamou atenção da fiscalização: o camarão estava em um veículo sem refrigeração, escondido sob sacos de palha de arroz. A suspeita é de que essa camada de palha funcionaria como um isolamento térmico improvisado, numa tentativa de manter o produto congelado durante o transporte sem usar um caminhão frigorífico regular.

Como não havia comprovação de que a importação seguiu os trâmites legais, a situação foi enquadrada como crime de contrabando. Mercadoria e veículo foram apreendidos e levados ao depósito da Receita Federal em Navegantes.

Por que isso importa para o seu negócio

Se você compra pescados, frutos do mar ou qualquer insumo alimentício para revenda, produção ou uso em restaurante, esse caso serve de alerta. Produtos que entram no país sem passar por fiscalização sanitária podem representar risco real à saúde do consumidor final, além de expor o comprador a responsabilidades caso a origem irregular da mercadoria seja identificada depois da compra.

Há também o impacto na concorrência. Mercadoria contrabandeada normalmente chega ao mercado com preço mais baixo, já que não paga os tributos de importação nem os custos de regularização sanitária. Isso cria uma disputa desleal com quem opera dentro da lei, importando ou comprando de fornecedores regularizados e pagando corretamente os impostos devidos.

Como se proteger

Antes de fechar negócio com fornecedores de pescados ou qualquer produto importado, vale exigir a documentação completa: nota fiscal, comprovante de importação regular e certificado de regularidade fitossanitária, quando aplicável. Preços muito abaixo do praticado no mercado costumam ser um sinal de alerta e merecem verificação mais cuidadosa antes da compra.

Manter esse tipo de cuidado na cadeia de fornecimento não é apenas uma questão de conformidade legal, mas também de proteção da sua marca e da confiança do seu cliente. Se precisar de orientação sobre a documentação exigida para importação de mercadorias ou sobre como estruturar processos de compra mais seguros, a GL Inteligência Contábil pode ajudar sua empresa a organizar esse controle.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.