Pular para o conteúdo
VoltarCuriosidades

Bugatti Veyron único e "espelhado" é restaurado e ligado a Alonso

22/10/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 3 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A Bugatti concluiu a restauração de um exemplar raríssimo do Veyron Grand Sport Vitesse: o único carro da linha com praticamente toda a carroceria feita de alumínio exposto e polido, criando um efeito que lembra um espelho. Identificado pelo chassi 8.100, o hipercarro passou por um processo de certificação e recuperação na fábrica da marca em Molsheim, na França, voltando à configuração original de fabricação.

Embora a Bugatti não confirme quem é o dono atual, há uma coincidência difícil de ignorar: semanas antes da divulgação da restauração, o piloto Fernando Alonso foi flagrado dirigindo um Veyron com exatamente essa configuração em Mônaco. Como existe apenas uma unidade com esse acabamento, tudo indica que se trata do mesmo carro, ainda que a marca não faça essa ligação oficialmente.

Por que esse carro é tão especial

O acabamento espelhado não veio da simples remoção de tinta de um Veyron comum. Originalmente, a Bugatti recebeu blocos de alumínio de até 20 toneladas para transformar em painéis externos de altíssima qualidade, já que, sem pintura para disfarçar falhas, o próprio metal precisava ficar perfeito. O resultado é um carro em que o acabamento é parte do projeto, não um detalhe estético aplicado depois.

No interior, o contraste é proposital: couro vermelho carmim combinado com fibra de carbono aparente e componentes de alumínio. Sob a carroceria, o carro mantém a mecânica do Grand Sport Vitesse, com motor W16 8.0 de quatro turbocompressores, 1.200 cv de potência e 1.500 Nm de torque. O modelo é avaliado entre 5 milhões e 6,8 milhões de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 29 milhões a R$ 40 milhões.

O Bugatti em números
1 unidadeexemplar únicoé o único Veyron com carroceria em alumínio polido exposto.
R$ 29 mi a R$ 40 mivalor estimadofaixa de preço do modelo, conforme a Bugatti.
1.200 cvpotênciamotor W16 8.0 com quatro turbocompressores e 1.500 Nm de torque.

O trabalho de restauração

A recuperação foi feita dentro do La Maison Pur Sang, programa da Bugatti voltado à pesquisa histórica, certificação e restauração de carros da marca. No caso desse chassi, o trabalho não envolveu apenas reparar peças desgastadas pelo tempo: ao longo dos anos, o carro havia recebido modificações de personalização, e a equipe da Bugatti precisou retirar esses elementos para devolvê-lo exatamente à forma em que foi concebido originalmente.

Além da parte mecânica e estética, a documentação histórica do veículo também foi revisada, um passo importante para certificar procedência e autenticidade do exemplar. Segundo Luigi Galli, especialista em patrimônio e certificação da Bugatti, carros como esse ocupam um lugar particularmente especial na história da marca, por representarem configurações incomuns dentro da linha Veyron.

A própria Bugatti confirma que o carro já foi entregue a um novo proprietário e permanece na Riviera Francesa, região onde Alonso foi visto ao volante de um Veyron idêntico. Mesmo sem confirmação oficial de que se trata do mesmo comprador, a singularidade do modelo torna a coincidência praticamente impossível de ser outro carro: não existe um segundo Veyron com essa carroceria de alumínio polido.

Para quem acompanha o mercado de carros de colecionador, o caso ilustra como a raridade extrema, somada à procedência documentada e à certificação direta da fábrica, sustenta valores que ultrapassam dezenas de milhões de reais. Mais do que um hipercarro, o chassi 8.100 representa uma peça de história da Bugatti, restaurada para voltar a ser exatamente como saiu de Molsheim pela primeira vez.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.