Bradesco lucra R$ 7,1 bi no 3º trimestre: o que isso indica ao mercado
22/10/2026 18:593 min de leituraAtualizado há 2 horas
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de BPO Financeiro, atualizado a cada mudança de norma.
O Bradesco fechou o terceiro trimestre com lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões, valor 14,6% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado e dentro do que o mercado esperava. O resultado, divulgado pelo banco nesta quinta-feira, 22, mantém as projeções da instituição para o ano sem alterações, o que indica estabilidade na condução do negócio sob o comando do CEO Marcelo Noronha.
Para você que é empresário ou gestor, esse tipo de balanço funciona como um termômetro da economia como um todo. Quando um dos maiores bancos do país aumenta o lucro e expande a carteira de crédito, isso costuma refletir um ambiente em que o crédito segue disponível, mesmo que com mais cautela. Entender esses sinais ajuda você a planejar melhor decisões como renegociação de dívidas, busca por financiamento ou expansão do negócio.
O que mostram os números
A carteira de crédito do Bradesco somou R$ 1,15 trilhão ao final de setembro, um crescimento de 11,1% em doze meses e de 1,1% em relação a junho. Esse crescimento mostra que o banco continua emprestando mais, o que é positivo para quem depende de crédito para capital de giro, investimentos ou financiamento de equipamentos.
Por outro lado, a inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,6%, contra 4,1% um ano antes e 4,3% no trimestre anterior. Esse aumento indica que mais clientes estão atrasando pagamentos, um sinal de alerta que costuma vir acompanhado de juros mais altos ou critérios mais rígidos para conceder novos empréstimos.
Por que isso importa para quem gerencia um negócio
O custo do crédito para o Bradesco também aumentou: as despesas com provisões para devedores duvidosos cresceram 24,3% em um ano e 6,6% em relação ao segundo trimestre, somando R$ 10,6 bilhões. Isso significa que o banco está reservando mais dinheiro para cobrir possíveis calotes, um reflexo direto do aumento da inadimplência observada no mercado.
Já o retorno sobre o patrimônio líquido médio, indicador que mostra a rentabilidade do banco, ficou em 15,6%, acima dos 14,7% de um ano atrás, mas abaixo dos 16,2% do trimestre anterior. Sem considerar o efeito de um aumento de capital recente, esse retorno teria sido de 16,1%. Para você, esse dado reforça que, apesar dos desafios com inadimplência, o banco segue rentável e capitalizado.
Na prática, esse cenário sugere que o crédito bancário continua acessível, mas com atenção redobrada ao risco. Se o seu negócio depende de linhas de crédito, vale acompanhar de perto as condições oferecidas, comparar taxas entre instituições e manter o fluxo de caixa organizado para evitar atrasos que possam pesar no seu histórico, especialmente num momento em que os bancos estão mais seletivos ao avaliar tomadores de crédito.
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