Pular para o conteúdo
VoltarFiscal

Bolsa e dólar hoje: por que o mercado segue tenso com juros e eleições

20/08/2026 18:013 min de leituraAtualizado há 13 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de BPO Financeiro, atualizado a cada mudança de norma.

O mercado financeiro brasileiro fechou mais um dia sem direção clara. O Ibovespa, principal índice da bolsa, terminou praticamente no zero a zero, enquanto o dólar voltou a subir. Para você que administra um negócio, esse tipo de instabilidade importa porque afeta o custo do crédito, o câmbio usado em importações e exportações, e a confiança geral para investir ou expandir operações.

O Ibovespa fechou com leve alta de 0,06%, aos 167.927,15 pontos, depois de oscilar bastante ao longo do dia. O volume negociado foi de R$ 28,4 bilhões. Na véspera, o índice havia subido quase 1%, encerrando uma sequência de 11 quedas seguidas, mas especialistas ouvidos pela reportagem original alertam que esse alívio foi pontual e não reflete uma mudança real no cenário brasileiro.

O que está pressionando o mercado

Segundo analistas, o principal fator de instabilidade continua sendo externo: os juros dos títulos do governo americano voltaram a subir, o que torna os investimentos nos Estados Unidos mais atrativos e reduz o interesse por países emergentes como o Brasil. Some-se a isso a alta do petróleo, motivada por tensões internacionais envolvendo o Irã, e o resultado é um ambiente global mais avesso a risco.

No cenário interno, o que mais preocupa é a combinação de incertezas fiscais e eleitorais, além do aumento da inadimplência no país. Uma pesquisa do Banco Central mostrou que os próprios bancos esperam que a inadimplência continue piorando no terceiro trimestre deste ano. Isso ajuda a explicar por que ações de bancos como Itaú, Bradesco e Banco do Brasil caíram no pregão, mesmo com Vale e Petrobras puxando o índice para cima.

Como fecharam os principais indicadores
167.927 pontosIbovespaalta de apenas 0,06% no dia.
R$ 5,19dólar à vistaalta de 0,31% na venda.
R$ 20,4 bilhõessaída de capital estrangeiroacumulado na B3 em agosto até o dia 18.

Setores que mais chamaram atenção

Entre as empresas, o destaque negativo foi a Hapvida, cujas ações caíram mais de 7% no dia, ampliando uma perda de 46% no mês. O resultado ruim do segundo trimestre e o anúncio da suspensão preventiva de reajustes e cancelamentos de contratos pela ANS pesaram sobre o papel. Já o varejo também sentiu o clima de desconfiança: as ações da Magazine Luiza caíram diante da percepção de que problemas como o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia refletem um estresse mais amplo no setor, ligado a juros altos, crédito restrito e consumidores endividados.

Do lado positivo, Petrobras e Vale se destacaram. As ações da Petrobras subiram com a alta do petróleo e a repercussão de uma nova descoberta de hidrocarbonetos na Bacia da Foz do Rio Amazonas. A Vale também fechou em alta, mesmo com o cenário mais fraco para o minério de ferro no exterior. Marcopolo e SLC Agrícola também se valorizaram, impulsionadas por decisões corporativas específicas, como distribuição de dividendos e recomendações de analistas.

O que isso significa para o seu negócio

Se sua empresa depende de crédito, vale ficar atento: a percepção de aumento da inadimplência e a cautela dos bancos podem tornar os empréstimos mais caros ou mais difíceis de conseguir nos próximos meses. Para quem importa insumos ou tem dívidas em dólar, a alta da moeda americana também merece atenção, já que qualquer variação impacta diretamente o custo final de produtos e contratos.

Especialistas apontam que o mercado deve continuar "lateralizado", ou seja, sem tendência clara, enquanto não houver notícias mais concretas sobre o rumo fiscal do país e o andamento do processo eleitoral. Isso significa que a volatilidade pode aumentar rapidamente quando esses temas avançarem. Para o empresário, o recado prático é: mantenha o planejamento financeiro flexível, evite exposições cambiais desnecessárias e acompanhe de perto o noticiário econômico e político, já que qualquer sinal mais forte pode mudar o humor do mercado de uma hora para outra.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.