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Bilionários brasileiros sem faculdade: o que empresários podem aprender

24/09/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 2 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Você já deve ter ouvido a ideia de que sem diploma universitário é difícil crescer nos negócios. A trajetória de vários bilionários brasileiros mostra que essa regra tem muitas exceções. Nomes que hoje controlam empresas gigantes, da JBS ao Grupo Mateus, chegaram lá sem concluir uma faculdade. Para quem administra um negócio, essas histórias trazem uma lição prática: formação acadêmica ajuda, mas não é o único caminho para construir algo grande.

Quem são esses empresários

Joesley e Wesley Batista, controladores da JBS, uma das maiores processadoras de carne do mundo, abandonaram os estudos ainda adolescentes para ajudar o pai a expandir o frigorífico da família em Anápolis (GO). A empresa cresceu com aquisições importantes, incluindo companhias americanas, e recentemente viu a fintech do grupo, o PicPay, estrear na bolsa americana Nasdaq.

Outro nome forte do agronegócio é Marcos Molina dos Santos, da Marfrig, segunda maior empresa de carne bovina do mundo em capacidade. Ele não cursou ensino superior e começou a trabalhar com distribuição de carnes aos 16 anos. Já Ilson Mateus, do Grupo Mateus, uma das maiores redes de supermercados e atacarejos do país, tem apenas o ensino fundamental completo e começou a trabalhar aos 12 anos, passando por garimpo e trabalho como torneiro mecânico antes de construir seu império no Nordeste.

No setor financeiro, Julio Bozano chegou a ingressar em Arquitetura na UFRJ, mas não concluiu o curso e se tornou um dos investidores mais conhecidos do país, ficando famoso como "barão do aço" nas privatizações de siderúrgicas dos anos 1990. Já no universo da tecnologia, Henrique Dubugras e Pedro Franceschi frequentaram Stanford por menos de um ano antes de abandonar o curso de ciência da computação para fundar a fintech Brex, empresa que anos depois foi vendida por bilhões de dólares.

O caminho até o topo

Um dos exemplos mais conhecidos é o de Alexandre Costa, fundador da Cacau Show aos 17 anos. Sem formação superior, ele fez cursos de especialização em chocolates na Bélgica e começou vendendo trufas e bombons em padarias de São Paulo a bordo de um Fusca. Hoje comanda uma das maiores redes de chocolates do mundo e uma das maiores franqueadoras do Brasil, com projetos recentes como a compra do grupo Playcenter e a construção do Cacau Park, parque temático com investimento próprio de R$ 2 bilhões.

Trajetórias sem diploma que viraram grandes negócios
17idade de Marcos Molinaquando começou a trabalhar com distribuição de carnes, hoje controlador da Marfrig.
12idade de Ilson Mateusquando começou a trabalhar, antes de construir o Grupo Mateus.
R$ 2 biinvestimento no Cacau Parkprojeto da Cacau Show, fundada por Alexandre Costa aos 17 anos.

Esses casos aparecem na lista Forbes de Bilionários Brasileiros de 2026, que reúne empresários de setores diferentes, do agronegócio à tecnologia, todos com um traço em comum: construíram fortunas bilionárias sem nunca terem concluído uma graduação.

O que isso significa para o seu negócio

Essas trajetórias não desmerecem a importância da educação formal, que continua sendo um caminho valioso para ampliar conhecimento e criar redes de contato. Mas elas reforçam algo que todo empresário sabe na prática: visão de negócio, disposição para começar pequeno e capacidade de execução pesam tanto quanto, ou mais, que um diploma na parede. Se você começou seu negócio sem formação superior, ou lidera uma equipe formada por pessoas com trajetórias não convencionais, essas histórias mostram que o caminho para crescer não precisa seguir uma única fórmula.

Para quem está construindo ou expandindo uma empresa hoje, o aprendizado prático é claro: investir em capacitação continua sendo importante, mas não deve ser visto como pré-requisito único para o sucesso. Experiência de mercado, capacidade de identificar oportunidades e persistência para atravessar fases difíceis do negócio fazem parte da equação tanto quanto a formação acadêmica.

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