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B3 aposta em IA e tokenização: o que muda para investidores e empresas

15/09/2026 19:533 min de leituraAtualizado há 2 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A B3, bolsa de valores brasileira, está investindo pesado em tecnologia para acelerar seus serviços e ampliar a presença de investidores estrangeiros no país. É o que revelou o CEO da instituição, Chris Egan, durante evento recente. Para quem investe ou administra uma empresa que capta recursos no mercado, entender essa movimentação ajuda a antecipar mudanças no acesso a capital e nas ferramentas disponíveis.

O que muda

Egan resumiu a estratégia da B3 em quatro frentes: clientes, tecnologia, pessoas e confiança. Na prática, isso significa que a bolsa está usando inteligência artificial de forma intensa para dar suporte à sua operação, que processa cerca de 10 milhões de negócios por dia. Segundo o executivo, a B3 já utiliza 35 modelos de linguagem e cerca de 3 mil agentes de inteligência artificial em suas rotinas internas.

O resultado mais concreto dessa mudança, segundo Egan, foi a redução de 40% no tempo necessário para lançar novos produtos e soluções no mercado. Para empresas e investidores, isso pode significar acesso mais rápido a ferramentas financeiras novas, sejam elas produtos de investimento, sistemas de negociação ou serviços de análise.

IA na B3: números da transformação
35modelos de linguagemusados para dar suporte às operações da bolsa.
3 milagentes de IAatuando na estrutura digital da B3.
40%menos tempopara lançar novos produtos no mercado.
10 milhõesnegócios por diaé o volume processado diariamente pela bolsa.

Quem é afetado

O movimento interessa especialmente a empresários que buscam captar recursos via bolsa e a investidores que já operam ou pretendem operar no mercado brasileiro. Egan destacou que a missão da B3 é conectar o Brasil ao fluxo global de capitais nos dois sentidos: trazer mais investidores estrangeiros para o mercado brasileiro e, ao mesmo tempo, facilitar o acesso de brasileiros a ativos internacionais.

Esse fluxo já é significativo hoje. Segundo o executivo, quase metade do volume negociado no mercado de ações da B3 vem de investidores não residentes, ou seja, capital estrangeiro. Para empresas brasileiras que dependem do mercado de capitais para crescer, essa presença forte de investidores internacionais pode significar mais liquidez e mais opções de financiamento.

Do outro lado, quem investe no Brasil e quer diversificar em ativos internacionais também já tem ferramentas disponíveis: a B3 oferece mais de 800 BDRs (recibos que representam ações de empresas estrangeiras) e mais de 300 ETFs estrangeiros, produtos que dão acesso a mercados de fora do país sem que o investidor precise abrir conta no exterior.

Como se preparar

Para empresários e gestores, o recado prático é que o mercado de capitais brasileiro está se movendo em direção a mais tecnologia, mais velocidade e mais integração global. Empresas que pensam em captar recursos via bolsa devem acompanhar esses avanços, já que processos mais rápidos e digitais tendem a facilitar o acesso a novos produtos financeiros. Já quem já investe pode aproveitar o leque crescente de BDRs e ETFs estrangeiros para diversificar a carteira sem sair do país.

Vale lembrar que o cenário citado por Egan, com negociação contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) e tokenização de ativos, ainda está em desenvolvimento. Fique atento às próximas movimentações da B3, pois novas ferramentas e produtos devem continuar chegando ao mercado em ritmo acelerado, conforme sinalizado pelo próprio CEO da instituição.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.