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Aposentadoria aos 60: só 28% dos brasileiros acham que vão conseguir

16/10/2026 17:003 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.

Uma pesquisa recente trouxe um retrato preocupante sobre o planejamento financeiro dos brasileiros para a aposentadoria. Embora 59% das pessoas gostariam de parar de trabalhar até os 60 anos, apenas 28% acreditam que realmente vão conseguir. E tem mais: 65% dos entrevistados não fazem ideia de quanto valor vão receber do INSS quando esse momento chegar. Os números são da pesquisa Percepção dos Brasileiros sobre Proteção e Planejamento, feita pelo Datafolha a pedido da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida).

Se você é empresário ou gestor, esse cenário merece atenção, e não só pela sua própria aposentadoria. Colaboradores inseguros sobre o futuro financeiro tendem a adiar decisões de carreira, pedir mais informações sobre benefícios e até prolongar a permanência na empresa por falta de alternativas. Entender esse contexto ajuda você a planejar melhor sua própria saída do negócio e também a orientar sua equipe sobre temas previdenciários.

Por que existe essa diferença entre desejo e expectativa

O descompasso entre o que as pessoas querem e o que acreditam ser possível tem relação direta com a falta de planejamento. Segundo especialistas ouvidos na pesquisa, o aumento da expectativa de vida exige que o planejamento da aposentadoria vá além de simplesmente escolher quando parar de trabalhar. É preciso calcular gastos futuros com moradia, saúde, lazer e até apoio a familiares, pois esse período pode durar décadas.

A pesquisa também mostra que 61% dos entrevistados são os principais provedores financeiros de suas casas. Desse grupo, 36% bancam sozinhos todas as despesas domésticas, e 25% são responsáveis por mais da metade dos gastos. Isso significa que, para boa parte dos brasileiros, a aposentadoria não é só uma questão pessoal: envolve sustentar outras pessoas também, o que aumenta a pressão por um planejamento mais cuidadoso.

Conferir o histórico no INSS evita surpresas

Um ponto prático e que vale tanto para você quanto para seus funcionários é a conferência do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Esse documento reúne o histórico de vínculos empregatícios e contribuições previdenciárias de cada trabalhador. Muita gente só vai olhar essa informação quando já está perto de pedir a aposentadoria, e aí descobre inconsistências que atrasam ou prejudicam o pedido.

Erros ou lacunas no CNIS podem afetar diretamente o tempo de contribuição reconhecido pelo INSS, interferindo na análise do benefício. Por isso, o recomendado é acompanhar esse histórico com antecedência, e não esperar a hora de se aposentar para descobrir um problema. Como escritório de contabilidade, é um tipo de orientação que você pode levar também aos seus colaboradores, ajudando a evitar dores de cabeça lá na frente.

O que a pesquisa revela
59%querem se aposentar até os 60mas apenas 28% acreditam que vão conseguir.
65%não sabem o valor do benefíciodesconhecem quanto vão receber do INSS.
82%não têm seguro de vida35% apontam o custo como principal motivo.

O levantamento aponta que o INSS continua sendo a principal fonte de renda esperada na aposentadoria, citado por 38% dos entrevistados. Mas também cresce a quantidade de pessoas que já possuem ou pretendem montar uma reserva financeira própria, justamente para não depender de uma única fonte de renda. Outra alternativa citada é o uso do patrimônio imobiliário: alugar um imóvel pode gerar renda recorrente, enquanto vender pode trazer recursos para cobrir despesas pontuais. A escolha depende da situação financeira e dos objetivos de cada pessoa.

Chama atenção também o dado sobre seguro de vida: 82% dos brasileiros não possuem esse tipo de proteção, e entre os que não contrataram, 35% citam o custo como motivo. Mas aqui está um detalhe importante: entre quem considera o produto caro, 45% admitem que não conhecem os preços reais, apenas presumem que seria inacessível. Ou seja, parte da resistência vem da falta de informação, não necessariamente do custo real.

O recado final dos especialistas é direto: planejamento previdenciário precisa andar junto com organização financeira. Conferir o histórico de contribuições, estimar despesas futuras e avaliar alternativas de renda complementar são passos que fazem diferença real na hora de se aposentar. Quanto antes você e sua equipe começarem esse processo, mais tempo haverá para ajustar rota e evitar surpresas desagradáveis lá na frente.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.