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Aldar compra 9 prédios residenciais em Sharjah por R$ 1,5 bilhão

17/10/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 54 minutos

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A Aldar, uma das maiores incorporadoras dos Emirados Árabes Unidos, fechou um acordo para comprar nove edifícios residenciais da Arada, somando mais de 1.100 unidades, no complexo Aljada, em Sharjah. O negócio foi avaliado em US$ 300 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 1,53 bilhão, e marca a primeira entrada da Aldar no mercado imobiliário desse emirado.

Embora a notícia venha de fora do Brasil, ela interessa a quem acompanha o mercado imobiliário e de investimentos porque mostra uma tendência que também aparece por aqui: grandes grupos buscando imóveis já estruturados para gerar renda recorrente com aluguel, em vez de apostar apenas na valorização e revenda. É um movimento que fala diretamente com empresários do setor imobiliário, incorporadoras e investidores que avaliam diversificação de portfólio.

O que foi negociado

O acordo envolve três conjuntos residenciais distribuídos em nove prédios, dentro do megaempreendimento Aljada, que ocupa uma área de 2,2 milhões de metros quadrados e deve chegar a cerca de 25 mil residências quando concluído. A Arada ficou responsável pela entrega dos imóveis, prevista para o quarto trimestre de 2029. Segundo a Aldar, as unidades serão voltadas principalmente a inquilinos de longo prazo e moradores em busca de opções mais acessíveis.

Com essa compra, a Aldar amplia para US$ 5,7 bilhões (cerca de R$ 29,07 bilhões) o valor total do seu portfólio de imóveis destinados a locação de longo prazo. Na prática, a empresa está trocando parte da sua estratégia de crescimento baseada em novos lançamentos por uma aposta maior em ativos que já geram receita estável todo mês, algo parecido com o que fundos imobiliários e grandes investidores fazem no Brasil ao priorizar imóveis locados.

O negócio em números
R$ 1,53 bivalor pagopor nove prédios com mais de 1.100 unidades em Sharjah.
R$ 29,07 biportfólio de rendavalor total de imóveis da Aldar voltados à locação de longo prazo.
2029prazo de entregaquarto trimestre, segundo acordo com a Arada.

Por que esse tipo de negócio chama atenção

O CEO da Aldar, Talal Al Dhiyebi, afirmou que o crescimento do mercado residencial de Sharjah e a infraestrutura já consolidada de Aljada tornam o empreendimento uma oportunidade atrativa de investimento. Já o CEO da Arada, Ahmed Alkhoshaibi, descreveu a transação como um voto de confiança no complexo e no mercado local, abrindo espaço para novas parcerias entre as duas companhias.

Esse tipo de declaração é comum em negócios imobiliários de grande porte, mas vale observar o raciocínio por trás dela: quando uma região já tem infraestrutura pronta, como escolas, hotéis e área comercial, o risco do investimento cai, porque parte da demanda por moradia e serviços já está garantida. O Aljada, por exemplo, já conta com duas escolas internacionais, dois hotéis, alojamentos estudantis e mais de 27 mil metros quadrados de área comercial em operação, além de projetos futuros como um distrito empresarial e um shopping center.

Essa compra também não é um caso isolado. Ela acontece poucos meses depois de a Aldar e a Arada anunciarem uma parceria estratégica bem maior, de US$ 4,1 bilhões, voltada a projetos residenciais e de uso misto em Abu Dhabi, incluindo uma joint venture e a venda de terrenos entre as próprias empresas. Ou seja, o negócio em Sharjah é parte de um relacionamento comercial mais amplo entre os dois grupos, que vem se intensificando ao longo do ano.

O que fica de lição prática

Para quem administra negócios ligados a imóveis, incorporação ou investimentos, o episódio reforça um ponto simples: comprar ativos que já geram renda, em locais com infraestrutura pronta e demanda testada, tende a reduzir riscos em comparação com apostar só em novos lançamentos. Também mostra como parcerias comerciais recorrentes entre empresas do mesmo setor podem abrir espaço para negócios cada vez maiores ao longo do tempo. Mesmo em mercados distantes do Brasil, essa lógica de diversificação e geração de renda estável é a mesma que orienta boas decisões de investimento por aqui.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.