A Weg registrou queda no lucro e na receita do segundo trimestre, penalizada pela valorização do real, mesmo com a demanda externa aquecida, um alerta para empresas exportadoras sobre o peso do câmbio nos resultados.
A Weg divulgou lucro líquido de R$ 1,56 bilhão no segundo trimestre, queda de 2,1% em relação a um ano antes, mas o resultado veio acima do esperado pelo mercado e turbinou as ações da empresa. O caso mostra como câmbio, custo de matérias-primas e tarifas de importação nos EUA afetam diretamente a lucratividade de empresas industriais brasileiras.
O Ibovespa fechou em alta de 2,44%, superando os 177 mil pontos, puxado por Vale, Petrobras e Weg, enquanto o dólar caiu ao menor nível em mais de um mês. No mesmo dia, entrou em vigor a tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros, e o governo lançou R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas.
Uma pesquisa da XP com 37 gestoras globais, que administram juntas US$ 5,5 trilhões, mostra que juros altos e inteligência artificial empataram como maior risco para as decisões de investimento, à frente da tensão geopolítica. Para empresários brasileiros, entender essa mudança ajuda a antecipar custo de capital, oportunidades em energia e minerais críticos e setores que perderam força no radar internacional.