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25/07/2026 05:02· 3 min de leitura· Fiscal
Atualizado há 1 hora

O Fim da Amizade? O Perigo de Substituir Relacionamentos Humanos por Chatbots de IA

O Fim da Amizade? O Perigo de Substituir Relacionamentos Humanos por Chatbots de IA
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Você provavelmente já ouviu falar em chatbots de companhia, aqueles aplicativos de inteligência artificial que simulam um amigo, um parceiro romântico ou até um terapeuta. Neste mês de julho, a China decidiu proibir os chamados "namorados virtuais" de IA, obrigando empresas como ByteDance e Alibaba a suspender essas funções. A medida chinesa foi justificada pelo combate à dependência emocional, mas o episódio expõe um fenômeno que também avança no Brasil e que tem consequências diretas para quem gerencia pessoas e negócios.

Uma pesquisa da Arco Educação mostra que mais da metade dos adolescentes brasileiros tem dificuldade para fazer novas amizades, e uma parcela relevante já recorre a assistentes de IA como forma de companhia. As meninas aparecem como o grupo mais afetado pela solidão. A Organização Mundial da Saúde já trata o isolamento social como uma crise de saúde pública, no mesmo patamar de urgência de outras epidemias. Para você, empresário ou gestor, isso significa que a geração que está entrando ou entrará no mercado de trabalho nos próximos anos carrega um déficit de habilidades sociais que impacta diretamente trabalho em equipe, atendimento ao cliente e liderança.

IndicadorPercentual
Adolescentes com dificuldade de fazer amizades52%
Adolescentes que recorrem à IA como companhia19%
Meninas com dificuldade de formar amizades33,4%

Por que isso interessa à sua empresa

O psicólogo e pesquisador da USP Vitor Muramatsu chama atenção para um ponto central: um chatbot não entende, não sente e não se importa de verdade, ele apenas reproduz padrões de acolhimento aprendidos em grandes volumes de dados. O problema, segundo ele, é que empresas de tecnologia têm interesse comercial direto em manter o usuário engajado emocionalmente, o que cria uma relação de dependência parecida com a observada em jogos de aposta online. Para o gestor, esse alerta vale tanto para o comportamento de colaboradores quanto para a forma como sua própria empresa usa IA no relacionamento com clientes.

Se colaboradores mais jovens chegam ao ambiente corporativo com menos prática de convivência real, isso se reflete em reuniões, negociações e na capacidade de lidar com conflitos, competências que nenhuma ferramenta de IA substitui. Ao mesmo tempo, adultos acima dos 25 anos também têm perdido amigos por causa da correria da vida profissional, o que Muramatsu associa à mudança de rotina e prioridades típica dessa fase. Esse quadro cria uma demanda crescente por produtos voltados a quem sente falta de conexão, um mercado que promete movimentar bilhões de dólares até 2028 e que já desperta o interesse de grandes empresas de tecnologia, incluindo declarações públicas de Mark Zuckerberg sobre o papel da IA na criação de novos vínculos sociais.

O risco de terceirizar o relacionamento

Se você usa ou pretende usar chatbots de IA no atendimento ao cliente, no RH ou em programas de bem-estar corporativo, vale entender o limite entre praticidade e substituição de vínculo humano. Muramatsu explica que o excesso de estímulos das redes sociais já provoca uma espécie de nivelamento das emoções, tornando difícil diferenciar um vínculo real de uma simulação bem construída. Isso é relevante para negócios porque programas de retenção de clientes ou de engajamento de funcionários baseados apenas em automação emocional correm o risco de parecer cuidado, sem entregar cuidado de verdade, o que pode desgastar a confiança na sua marca a médio prazo.

A comparação com o mercado de apostas online feita pelo psicólogo também serve de alerta regulatório. Assim como as bets vêm sendo alvo de maior fiscalização no Brasil, aplicativos de companhia baseados em IA podem segu

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

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