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28/07/2026 14:53· 4 min de leitura· Fiscal
Atualizado há 1 hora

IA com Propósito e com Retorno: Quando o Negócio Vem Antes da Tecnologia

IA com Propósito e com Retorno: Quando o Negócio Vem Antes da Tecnologia
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se você já testou ferramentas de inteligência artificial na sua empresa e sentiu que, apesar de todo o entusiasmo, o retorno financeiro ainda não apareceu, saiba que você não está sozinho. Pesquisas recentes de instituições como Deloitte e MIT mostram um cenário curioso: o acesso a ferramentas de IA dentro das empresas cresceu muito rápido, mas a capacidade de transformar esse acesso em resultado concreto de negócio ficou bem para trás. Em pouco mais de um ano, a proporção de trabalhadores com acesso a recursos corporativos de IA praticamente dobrou. Só que menos de um terço das empresas afirma estar usando essa tecnologia para mudar de fato como opera, e a maioria continua presa a testes pontuais que não alteram processos nem geram ganho relevante.

O dado mais chamativo vem de um levantamento do MIT: apenas uma pequena parcela das organizações consegue extrair valor financeiro mensurável de seus projetos de inteligência artificial. A grande maioria fica travada em provas de conceito, pilotos isolados e melhorias pequenas de produtividade, sem conseguir escalar isso para o restante da operação. Na prática, isso significa que ter acesso à tecnologia não é mais o gargalo. O gargalo é saber o que fazer com ela dentro do seu negócio.

O que muda para quem gerencia um negócio

Esse cenário é um alerta importante para empresários e gestores que estão avaliando investir em IA, seja para automatizar tarefas, melhorar atendimento, otimizar processos financeiros ou qualquer outra frente. O erro mais comum apontado pelos estudos é começar o projeto pela tecnologia em si: qual ferramenta é mais avançada, qual modelo é mais popular, o que está na moda. Isso deixa de lado perguntas muito mais importantes para o resultado do negócio, como qual problema real você quer resolver, como vai medir se deu certo, quais processos internos precisam mudar e que informações da empresa vão alimentar essas ferramentas.

Um dado reforça esse ponto: a grande maioria das empresas ainda não redesenhou funções, processos ou rotinas de trabalho para realmente incorporar a inteligência artificial no dia a dia. O que se vê, na prática, é muito treinamento de equipe, muitos testes isolados, mas pouca mudança estrutural de fato. É como comprar uma ferramenta poderosa e usá-la apenas para tarefas simples, sem aproveitar o potencial real dela para transformar a operação.

Por que os projetos de IA costumam fracassar

Os motivos mais frequentes de fracasso não têm relação com a qualidade da tecnologia disponível hoje, que já é bastante avançada. Os problemas apontados são de execução: custos que sobem sem controle, informações da empresa que não estão organizadas o suficiente para alimentar os sistemas de forma útil, e iniciativas de IA que ficam isoladas em um departamento, sem conversar com o restante da empresa. Ou seja, o problema não é a inteligência artificial em si, mas a falta de planejamento, integração e acompanhamento contínuo do que está sendo implementado.

Por outro lado, quando esse trabalho é bem-feito, os resultados podem ser expressivos. Um estudo conduzido para a Dell mostrou que empresas que estruturam uma base sólida para IA, unindo infraestrutura adequada, organização de dados, regras claras de uso e capacidade de crescer aos poucos, conseguem retornos financeiros bastante altos ao longo de quatro anos, com ganhos já perceptíveis logo no primeiro ano, além de reduzir custos operacionais e melhorar segurança da informação. O ponto central aqui não é o número em si, mas o que ele revela: o resultado não vem só de usar uma ferramenta mais moderna, e sim de organizar o negócio para que a tecnologia realmente funcione dentro dele.

Como se preparar

Para o seu negócio, a lição prática é simples de entender, mesmo que não seja simples de executar: antes de decidir qual ferramenta de IA usar, vale parar e definir com clareza qual problema você quer resolver, como vai acompanhar os resultados e o que vai precisar mudar internamente, seja em processos, seja na forma como sua equipe trabalha. Isso inclui também revisar como as informações financeiras e operacionais da empresa estão organizadas, já que dados desestruturados são um dos principais motivos de projetos travarem no meio do caminho.

No fim das contas, o que separa empresas que só experimentam inteligência artificial daquelas que conseguem transformar isso em crescimento real não é estar na frente na corrida tecnológica, mas ter disciplina de execução: planejamento, integração com a operação e acompanhamento constante dos resultados. Se você está avaliando investir em IA na sua empresa, esse é o momento certo para pensar primeiro no negócio e só depois na ferramenta, e não o contrário.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

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