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29/07/2026 15:41· 3 min de leitura· Curiosidades
Atualizado há 2 horas

Excedente do Mercado Global de Cacau Deve Encolher por El Niño, Afirma StoneX

Excedente do Mercado Global de Cacau Deve Encolher por El Niño, Afirma StoneX
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Uma nova projeção da corretora e consultoria StoneX acendeu um alerta para quem depende do cacau como matéria-prima. Segundo o levantamento, o excedente global do produto deve cair de forma drástica na safra 2026/27, que começa em outubro, refletindo o impacto esperado do fenômeno climático El Niño sobre as principais regiões produtoras da África Ocidental. Para você que tem negócio ligado a chocolate, confeitaria, panificação ou indústria alimentícia, esse é um sinal de que os custos com cacau podem continuar pressionados nos próximos meses.

O que muda

De acordo com a StoneX, o excedente mundial de cacau na safra 2026/27 deve ficar em apenas 25 mil toneladas métricas, uma queda expressiva frente às 422 mil toneladas estimadas para a safra atual. A revisão é significativa: antes, a própria consultoria projetava um excedente de 149 mil toneladas para o próximo ciclo. A explicação está na incorporação mais explícita do risco do El Niño nos modelos, já que as previsões climáticas indicam probabilidade crescente de um evento forte, capaz de reduzir a produtividade das lavouras.

A queda projetada na oferta vem principalmente dos dois maiores produtores mundiais. Na Costa do Marfim, líder global, a produção deve recuar 11%, para 1,77 milhão de toneladas. Em Gana, segundo maior produtor até então, a estimativa é de queda de 10%, para 585 mil toneladas. A StoneX cita relatórios recentes que apontam contagens de frutos abaixo do normal para esta época do ano na principal região produtora, o que reforça a leitura mais cautelosa sobre a próxima safra.

Quem é afetado

Um excedente menor significa, na prática, um mercado mais apertado, com menos margem entre oferta e demanda. Historicamente, esse tipo de cenário tende a manter os preços do cacau em patamares elevados ou até pressionar novas altas, o que impacta diretamente indústrias de chocolate, fabricantes de doces, confeitarias, padarias e qualquer negócio que utilize cacau ou derivados como insumo. Se você atua nesses segmentos, vale considerar esse fator no planejamento de compras e na formação de preços dos seus produtos para os próximos meses.

Um dado que chama atenção é a expectativa em relação ao Equador. A StoneX projeta que o país sul-americano mantenha sua produção estável, em 600 mil toneladas em 2026/27. Se isso se confirmar, o Equador pode ultrapassar Gana e se tornar o segundo maior produtor global de cacau. A consultoria atribui essa resiliência a um maior investimento no cuidado com as lavouras, o que ajudaria o país a compensar eventuais impactos negativos do El Niño, diferente do que se espera para a África Ocidental.

IndicadorSafra atualSafra 2026/27 (projeção)
Excedente global422 mil toneladas25 mil toneladas
Produção Costa do MarfimBase atual1,77 milhão de toneladas (-11%)
Produção GanaBase atual585 mil toneladas (-10%)
Produção EquadorEstável600 mil toneladas

Como se preparar

Diante desse cenário, é importante que empresários de setores que dependem do cacau acompanhem de perto a evolução das previsões climáticas e dos preços da commodity nos próximos meses, já que a safra 2026/27 só começa em outubro e as estimativas podem ser revisadas conforme novos dados surgirem. Negociar contratos de fornecimento com antecedência, avaliar alternativas de fornecedores e revisar a política de preços dos produtos que utilizam cacau são medidas que podem ajudar a reduzir o impacto de uma eventual alta prolongada nos custos.

Para o seu negócio, o recado prático é claro: o mercado global de cacau caminha para um período de maior aperto, com menos margem de segurança na oferta. Ficar atento a esses sinais logo agora pode fazer diferença na hora de planejar compras, ajustar preços e evitar surpresas no fluxo de caixa ao longo do próximo ano.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.

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